Me fitando com seus olhos tão puros

No silêncio da noite fria, ela me perguntou:

-Por que a tristeza tem que existir?

Ao que eu respondi:

-Ó meu amor, sem a tristeza não tínhamos samba!

Sem a tristeza não tínhamos poesia!

Não tínhamos Van Gogh!

Não tínhamos Caetano!

Não tínhamos as lágrimas

tão bonitas e puras como você!

Sem a tristeza não tínhamos arte

Pois enquanto você ignora a tristeza

Com a sua visão positiva do mundo

Eu faço arte da minha angústia

Essa é a diferença

Entre quem transforma a dor em arte

E quem transforma a dor em vida

Como você, meu leãozinho!

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Ana Haeitmann tem 21 anos e é licenciada em Português na Universidade de Coimbra. Natural de São Paulo, Brasil, vive em Portugal há três anos. Escreve poemas, narrativas e artigos jornalísticos.

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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