Hoje acordei pensando
Que não estava em casa
Queria fugir
Queria correr
Onde estou?
Quem sou eu?
Será que já não tenho nada?
E se não tivermos nada
Além de tempo?
E se tudo desaparecer
Em uma onda de sangue?
E se não formos nada
Além de gotas de um orvalho?
Ainda vai segurar minha mão?
Ainda vai me olhar nos olhos?
Diz a verdade hoje
Porque eu me tornei criança
E não sei mais esperar

 

Para o meu avô Paulo

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Ana Haeitmann, 20 anos, é estudante de Português da UC (Universidade de Coimbra). Natural de São Paulo, Brasil, mudou-se para Coimbra há dois anos. Escreve poemas e narrativas, com o jornalismo como amante.

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