David Santos

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Nasce em 1986 e habita nesse território geográfico e imaginário que é o Interior. Cresce em Viseu e faz a sua formação universitária na Covilhã, cresce tendo a Serra da Estrela como pano de fundo. As suas áreas de interesse académico são a filosofia, a política e a literatura. Actualmente está a terminar um doutoramento em filosofia.
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Que riqueza para que mundo?

Num mundo que se divide historicamente entre ricos e pobres e que se define pela luta entre classes é consequente que a riqueza seja percebida como uma questão de classe e de acumulação da propriedade privada; que a riqueza represente o triunfo da desigualdade altiva e orgulhosa.
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A força política da solidariedade contra as extremas-direitas

“A força política da solidariedade é aquela que não permite deixar ninguém de fora por pretexto da documentação, idioma ou da tez da pele de alguém; mas também a que se recusa ativamente a reduzir os outros a humanos que valem apenas pela sua função económica e a conformar-se com uma visão do mundo onde a desigualdade social e económica é encarada com naturalidade.”
karl-marx-ambiente
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Saber e poder 

“A grande vantagem de alguém conseguir definir o discurso, fixar a pauta ideológica pela qual os seus apoiantes se irão guiar, é, antes de tudo, económica, de economia do pensamento ou do intelecto. A partir do momento em que alguém define as premissas é dispensado todo o esforço de crítica das mesmas.”
Bloco de Esquerda. Foto Interior do Avesso
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Viver o bloquismo

Não pode deixar de me entusiasmar a ideia de que tudo o que se relaciona com a subversão dos valores morais e culturais seja imputado pela direita ao Bloco de Esquerda.
Racismo/ Violência
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Liberdade de expressão e racismo

“E defender, em nome de uma conceção vaga e etérea de liberdade, a liberdade de proferir juízos racistas acaba por redundar não numa defesa aparentemente democrática e incondicional da “liberdade da opinião” mas na normalização do racismo a tout court.”
25 de Abril de 1974
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25 de abril ou a pátria das mulheres e dos homens livres

O 25 de abril é talvez o nosso feriado civil mais importante, quer dizer, principalmente para o nosso “povo de esquerda” ou, de forma mais ampla, para aqueles que se recusam a aceitar as virtudes do regime fascista ou um qualquer retorno a uma situação política antes da instituição da democracia (apesar dos seus muitíssimos limites sociais, económicos e políticos, e de tudo o que esta deixou por cumprir).
25 de Abril de 2022, no Porto. Foto Interior do Avesso.
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25 de abril, e agora?

Como alguém o notava exibindo estupefação é sintomático do corrente estado de coisas que tenhamos de explicar aquilo que o 25 de abril trouxe de positivo, até de fraturante, em relação ao Estado Novo.
Manifestação 25 de Abril em Viseu. Foto Interior do Avesso.
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A revolução que foi ou a revolução que vem?

O conceito de Thermidor, ainda que historicamente vinculado à revolução francesa e ao culminar do “terror jacobino”, compele-nos a inquirir se o(s) processo(s) revolucionário(s) terminam por uma espécie de esgotamento da(s) vontade(s) ou se são voluntariamente travados nessa relação de forças que atravessa também todo e qualquer processo revolucionário.
extinto-vela-negro
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Diários de uma extinção I

Contrariamente talvez àquilo que o nosso imaginário sempre suscitou o apocalipse não chegará de uma só vez, como uma espécie de operação-relâmpago com as suas inundações diluvianas, o seu fogo sem fim, as suas ogivas nucleares a atravessarem os continentes.
Benito Mussolini faz revisão às tropas, em 1937.
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A ascensão do fascismo ou o retorno do recalcado

Bem sei que motivos e sensibilidades diferentes há e houve que conduziram ao voto no Chega, desde os assumidamente fascistas aos abandonados pelo regime e seu capitalismo, desde os afirmativamente racistas aos negativamente iludidos, mas se quisesse definir o voto no Chega e a sua vertiginosa ascensão reduzindo-o a uma única expressão diria que representa o retorno do recalcado.
Vota contra o racismo
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Sobre o racismo estrutural

Assumirmos que o racismo é “estrutural” (depois ver-se-á o que é que isso significa na teoria e na prática) é deslocarmos a questão do racismo para fora das questões de “identidade”.
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Vida boa

Só há condições materiais para maior liberdade quando há maior igualdade, e só pode haver maior liberdade e igualdade quando o espírito fraternal é também mais vivo e forte.
Greve Climática Estudantil de Viseu
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O que fazer diante do colapso?

A emergência é o fim (e o princípio) que justifica todos os meios. E nem a democracia se safa. Foi isso que nos disseram os ativistas da Climáximo no seu happening no debate da RTP enquanto começava o debate entre os líderes das forças com representação parlamentar.
minhoca-terra-natureza
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Fascismo inorgânico e a ascensão da extrema-direita

No programa “Mundo sem muros” pude ouvir o jornalista Miguel Szymanski partilhar da sua justíssima indignação com o facto de uma professora da sua filha (creio que de onze anos) a ter admoestado por a ter surpreendido a falar com uma sua amiga em alemão quando, na lógica primata da professora, em Portugal se deve falar em português.
jornal Bloco de Esquerda - Legislativas 2024
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Um partido, um programa, uma visão do mundo

Nesta comunidade simultaneamente histórica e imaginária que é “o país” os programas eleitorais que a grande maioria dos partidos – honra feita ao Bloco de Esquerda -- se escusou a apresentar antes dos debates é muito mais que o resultado do seu respetivo posicionamento ideológico.
"120 Batimentos Por Minuto" (2017), de Robin Campillo
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O que fazer com este corpo?

O filme "120 batidas por minuto" ("120 battements par minute") termina com a ação de lançamento das cinzas, num evento de uma seguradora de saúde, de um dos protagonistas que morreu de sida.
Ucrânia
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A solidariedade nos limites da política

"A instrumentalização política da solidariedade, quando esta se faz depender do reconhecimento público dos altruístas, é o lado obscuro das proclamações, tão abstratas e vazias quanto seletivas e excessivamente precisas, de amor incondicional à humanidade."
Tanque de Guerra
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Alguns apontamentos sobre a guerra

"O princípio da autodeterminação dos povos não é compatível com uma ocupação ou com uma invasão de um Estado-soberano por outro. Ocorra esta na Ucrânia, no Afeganistão, no Iraque ou na Palestina"
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A direita e a defesa do “nosso modo de vida”

"E, sim, podemos e devemos condenar com a mesma veemência a invasão russa quanto a simples existência da NATO, porque a condição para a paz global passa incontornavelmente pelo fim dos imperialismos sejam este realizados em nome dos “nossos” ou em nome dos “outros”."
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Crime sem castigo na televisão-espetáculo?

"Depois de se mostrar incapaz em agir, por imperativo ético, contra as demonstrações de violência doméstica em detrimento das audiências, o canal televisivo ainda deixa à livre deliberação do "mercado", do auditório, a decisão se o agressor deve ou não ser penalizado, ou, se, pelo contrário, o "espetáculo" deve continuar"
Aperto de mãos
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Como podemos combater a extrema-direita sem combatermos o caciquismo?

"Quando a economia fica dependente do poder político e vice-versa isso tem por consequência, por um lado, a criação de castas, de caciques locais, e, por outro lado, o de tornar o acesso ao emprego, aos serviços, à hierarquia social em geral, fortemente condicionada pela conformação dos cidadãos e cidadãs à realidade politicamente instituída."
Bairro Senhora do Castelo em Mangualde
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Uma oportunidade única para a questão da habitação em Mangualde

Os mais de 10 milhões de euros para habitação pública são uma oportunidade única para o Município de Mangualde corrigir as ineficiências na implantação do programa de arrendamento acessível na Quinta da Igreja e para requalificar integralmente o bairro da Nossa Senhora do Castelo removendo o amianto presente nas habitações em causa.
capitalismo-exploracao
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Qual será afinal um bom preço para a exploração?

Habituámo-nos a pensar as grandes transformações que derivam das lutas sociais como processos intrinsecamente dependentes dos aparelhos do estado, desde os partidos aos sindicatos. Mais ainda, como conflitos e processos que dependem destes aparelhos do estado e o disputam.
Ligar/ Desligar
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Vida clandestina

Alguns filósofos têm refletido sobre aquilo que André Barata designa de “desligamento do mundo”. A experiência coletiva do…
encruzilhada
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Superar o impasse

Pode parecer razoável e sensato os partidos “antissistema” adaptarem as suas práticas discursivas, redigirem os seus programas, discutirem a…
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O limiar

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A vida política

Foto de Paula Nunes | Esquerda.netPodemos continuar a reprodução institucional da ideologia que isso não alterará um centímetro…
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