Colheita - Ceifeiras (Lumiar) de Silva Porto

Lançam-se as sementes,
Regam-se,
Crescem. Plantas e outras coisas.
Colhem-se.

Este é o ciclo.
O ritmo das terras e das gentes.
O compasso dos pensamentos e das acções.
A cadência da vida,
O circular vigoroso de seiva, sangue e ideias.

Cada semente atirada à sorte do tempo
Leva com ela a esperança e a certeza
De que amanhã vai brotar
Gerar frutos e alimento
Imiscuir-se pelas fruteiras das casas das gentes.

A esperança que se tem, a certeza que se tem:
A de um mundo mais para todos
A de uma fotografia sem estrangeiros
A de um fruto que a toda a gente mata a fome.

E frutos e sementes podem ser muita coisa.
Tu que lês entendes como quiseres.
Como quem escreveu jogou as palavras como quis
E entendeu que era como tu, gente como tu,
E que estas palavras são só tuas.

Outros artigos deste autor >

Nasceu em Coimbra. Cresceu em Coimbra, com fortes raízes familiares em Castelo de Paiva e no Porto.
Reside em Viseu. Não voou para longe, mas encontrou uma outra casa.
Desde cedo, manifestou interesse em áreas comumente assumidas como divergentes: literatura, ciência, arte, medicina, religião, filosofia, política.
É procurando uma abordagem crítica e interdisciplinar do mundo e da humanidade que decidiu formar-se em Antropologia.
Atualmente "existe" em diversos desígnios e lutas. Desde a militância no Bloco de Esquerda ao ativismo na Plataforma Já Marchavas, passando por diversos projetos culturais onde se cruza com a filosofia (Nova Acrópole) ou o cinema (Nómada Malabarista).

Outros artigos deste autor >

O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

Deixe o seu comentário

Skip to content