Hoje acordei

Foto de Matías Tello | Flickr
Hoje acordei com algo a menos
Com um espaço oco no âmago de mim

Uma ânsia dormente numa inércia desmedida
Para o encontrar

Um tanto sentir, um explodir que implode
É nas contradições que o perco e encontro.

Raiva de tudo!
Assenta.

Um sonho…
Um sonho que perdi.
Que era mais vida que a vida.

No entanto louco…
E este sítio onde não tenho nada não se aquieta.
Revolve-se, incomoda, faz doer.

Que se acabe tudo!

Sem mais recear, recosto-me
Recolho-me, encerro-me
E cerro os olhos que teimam em não ver.

Suspiro.

Tudo se desvanece sob os meus pés,

Como que sugado. E eu estou livre.

No centro do vazio encontro-me.
O que faltava era ainda não ter acordado.

Ativista. Formada em Antropologia. Deputada na Assembleia Municipal de Viseu pelo Bloco de Esquerda.

O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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