Foto de Matías Tello | Flickr

Hoje acordei com algo a menos
Com um espaço oco no âmago de mim

Uma ânsia dormente numa inércia desmedida
Para o encontrar

Um tanto sentir, um explodir que implode
É nas contradições que o perco e encontro.

Raiva de tudo!
Assenta.

Um sonho…
Um sonho que perdi.
Que era mais vida que a vida.

No entanto louco…
E este sítio onde não tenho nada não se aquieta.
Revolve-se, incomoda, faz doer.

Que se acabe tudo!

Sem mais recear, recosto-me
Recolho-me, encerro-me
E cerro os olhos que teimam em não ver.

Suspiro.

Tudo se desvanece sob os meus pés,

Como que sugado. E eu estou livre.

No centro do vazio encontro-me.
O que faltava era ainda não ter acordado.

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Nasceu em Coimbra. Cresceu em Coimbra, com fortes raízes familiares em Castelo de Paiva e no Porto.
Reside em Viseu. Não voou para longe, mas encontrou uma outra casa.
Desde cedo, manifestou interesse em áreas comumente assumidas como divergentes: literatura, ciência, arte, medicina, religião, filosofia, política.
É procurando uma abordagem crítica e interdisciplinar do mundo e da humanidade que decidiu formar-se em Antropologia.
Atualmente "existe" em diversos desígnios e lutas. Desde a militância no Bloco de Esquerda ao ativismo na Plataforma Já Marchavas, passando por diversos projetos culturais onde se cruza com a filosofia (Nova Acrópole) ou o cinema (Nómada Malabarista).

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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