Há dias em que vivo num déjà vu constante.
Em que as vozes amigas mordem a memória.
E o cansaço ferra os dentes nas migalhas da paciência.

E paciência.
Mas há dias em que nem comigo estou bem.
Em que quero que o mundo se cale para que eu possa ouvir o meu calar.

Há dias em que a loucura pesa como a rotina.
Em que pensar dói.
E pensar em adormecer desgasta como um corta-mato.

Há dias em que só queria já estar a dormir.
Sem adormecer, sem antever um acordar.
Só já dormir.

Há dias em que o único piscar de ideias é que o dia de amanhã será maior.
E do resto não quero saber.

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Nasceu em Coimbra. Cresceu em Coimbra, com fortes raízes familiares em Castelo de Paiva e no Porto.
Reside em Viseu. Não voou para longe, mas encontrou uma outra casa.
Desde cedo, manifestou interesse em áreas comumente assumidas como divergentes: literatura, ciência, arte, medicina, religião, filosofia, política.
É procurando uma abordagem crítica e interdisciplinar do mundo e da humanidade que decidiu formar-se em Antropologia.
Atualmente "existe" em diversos desígnios e lutas. Desde a militância no Bloco de Esquerda ao ativismo na Plataforma Já Marchavas, passando por diversos projetos culturais onde se cruza com a filosofia (Nova Acrópole) ou o cinema (Nómada Malabarista).

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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