Foi hoje apresentado o Plano Ferroviário Nacional 2020-2040 elaborado pelo Bloco de Esquerda. A sessão teve lugar na Régua, frente à estação de Caminhos de Ferro, e contou com a presença de Catarina Martins, Marisa Matias e Heitor de Sousa.
Ao longo dos últimos anos os sucessivos Governos tiveram políticas de constante desinvestimento na ferrovia, sendo inferior a 5% o transporte de passageiros e mercadorias por comboio, valores muito abaixo da média europeia. O plano apresentado hoje tem como objetivo recuperar esta quota para 40% ao longo dos próximos 20 anos. A aposta na rodovia não tem deixado outra opção senão a mobilidade assente em soluções rodoviárias, sejam elas por transportes coletivos ou individuais, e que acarretam custos às populações e agravam as emissões de carbono. Segundo Catarina Martins, “vive-se pior no interior porque faltam serviços públicos e transportes, e vive-se pior nas áreas metropolitanas porque há muita gente e eles também rebentam pelas costuras”. Este plano pretende reverter essa realidade e assenta em três grandes eixos, coesão territorial, promoção da mobilidade e defesa do ambiente.
Das várias propostas inscritas no plano uma delas é a criação de um corredor ferroviário que ligue o interior de Norte a Sul sem que seja necessário “as pessoas virem sempre ao Entroncamento, ao Porto, a Lisboa” disse Heitor de Sousa. Outra questão essencial é dotar todas as capitais de Distrito de ligação Ferroviária. Neste sentido a proposta contempla a criação da ligação direta de Aveiro a Mangualde, com passagem por Viseu, a ligação de Braga a Guimarães, reativação da ligação da Régua a Chaves, passando por Vila Real, reativação da linha do Tua e a ligação de Mirandela a Bragança.

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