Foto por Pedro Sá em Wikipédia

Contextos socioeconómicos mais desfavorecidos correspondem, muitas vezes, a médias mais baixas nos exames nacionais. Mas há concelhos que nos últimos anos conseguiram contrariar esta tendência, um deles é Cinfães.

Longe de grandes centros urbanos, com muitas famílias com baixos rendimentos e muitos onde a Internet não chega, uma das exceções à regra, segundo análise do Público, é Cinfães. É o concelho com o 42.º melhor desempenho, em 245 do país para os quais há dados.

Na Secundária Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende 65,2% dos alunos são abrangidos por apoios da Ação Social Escolar (dados de 2017/18), quando a média dos restantes municípios do continente fica pelos 30%.

Esta escola está inserida num TEIP – Territórios Educativos de Intervenção Especial, conseguindo assim mais recursos como psicólogos e assistentes sociais, o que permite que, segundo a escola, “sempre que um professor ou diretor de turma sente que um aluno se está a desviar do caminho, temos uma intervenção imediata”, diz Avelino Evaristo.

Para o facto da escola estar em 42.º lugar e os números dizerem que só 30% dos alunos conseguirem um “percurso direto de sucesso”, ou seja, fazer os 3 anos do secundário diretos, Avelino Evaristo disse ao Público que é consequência de se fazer “orientação vocacional” mesmo durante o ensino secundário, tendo a escola muitos alunos a mudar para o ensino profissional, já depois de começarem o seu percurso.

Para este estabelecimento, o maior desafio da pandemia Covid-19 foi constatar que “dos 620 alunos que temos, 120 não tinham qualquer computador”, isto num município onde a ligação à internet “não é a melhor em todos os locais”.

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