“Sabemos que historicamente, na sua maioria, estes encerramentos/suspensões levam ao encerramento definitivo, o que se traduz num medo legítimo por parte das populações”, refere o comunicado da Comissão Coordenadora Distrital da Guarda sobre o encerramento de postos nos concelhos de Almeida, Sabugal, Pinhel, Vila Nova de Foz Côa, Guarda, Gouveia e Seia.

Este comunicado vem no seguimento da suspensão da atividade, que a GNR diz em declarações à Agência Lusa serem temporários, dos postos de atendimento reduzido (PAR) de Freixedas e Pínzio (concelho de Pinhel), Freixo de Numão (Vila Nova de Foz Côa), Miuzela (Almeida) e Vila Nova de Tázem (Gouveia) com suspensão diária. As suspensões em Loriga e Paranhos da Beira (Seia), Soito (Sabugal) e Vila Franca das Naves (Trancoso) são, segundo a GNR, ao fim de semana. A estes junta-se, segundo o comunicado do BE, o posto de Gonçalo (Guarda).

A GNR justifica esta situação com a transferência de 47 operacionais para os Postos Sede do Agrupamento porque “considerou operacionalmente vantajoso adotar esta medida temporária, a qual permite alocar um maior número de militares para o serviço operacional, nomeadamente para o controlo da fronteira terrestre”.

“Lembramos que alguns destes Postos já se viram prejudicados, em junho de 2017, com uma tentativa de reorganização distrital desta estrutura, com os Postos a funcionar só em regime administrativo, mas que felizmente não foi levada a cabo definitivamente”, diz Jorge Mendes nesta nota à comunicação social, para justificar os receios de que estes encerramentos temporários sejam transformados em definitivos.

Alertam que, “à semelhança dos que acontece noutros setores da Administração Pública, a GNR sofre de falta de recursos humanos o que leva a situações como esta, que acabam por lesar a população e o seu bem-estar”, e deixam a certeza de que “o Bloco de Esquerda, irá estar atento ao desenvolvimento destas medidas, não aceitando que esta situação passe de temporário a definitivo”.

Por todo o interior estão a haver ‘suspensões’

Também no distrito de Castelo Branco é notícia e as medidas abrangem os Postos Territoriais de Mata, Cebolais de Cima e Malpica do Tejo (Castelo Branco); Unhais da Serra e Paul (Covilhã), Soalheira (Fundão), Monsanto, Ladoeiro e Rosmaninhal (Idanha-a-Nova) e Cernache do Bonjardim (Sertã). Segundo a GNR, esta medida permitiu a transferência temporária de 43 militares para os Postos Sede de Agrupamento.

Também neste distrito o Bloco de Esquerda lembra que alguns destes Postos “já se viram prejudicados, em 2019, com uma tentativa de reorganização distrital desta estrutura, com os Postos a funcionar só em regime administrativo, mas que felizmente não foi levada a cabo definitivamente.”

O partido teme que estes encerramentos/suspensões conduzam a um encerramento definitivo, à semelhança do que aconteceu com o Posto da GNR do Ferro, no concelho da Covilhã. “O que se traduz num medo legítimo por parte das populações”.

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