Foto de Motoristas do Asfalto‎ | Facebook

A Comissão de Trabalhadores do Centro de Produção da PSA/Citröen de Mangualde entregou o seu caderno reivindicativo para 2020 na expectativa de que a empresa esteja disponível agora para o diálogo.

O ano de 2019 foi marcado pela luta destes trabalhadores que deram início a uma greve aos turnos de sábado que durou de junho até ao fim de dezembro. No final do ano Telmo Reis, representante do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro Norte (SITE CN), afirmava que “Já que a empresa diz que não negoceia com grevistas (…), então, em concordância com os colegas da comissão sindical e com outros dirigentes que fazem parte do executivo decidimos terminar, por agora, a greve que termina no final do ano e mostrar alguma abertura”.

A Comissão de Trabalhadores apela à empresa um diálogo aberto e transparente, ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que os atropelos ao direito à greve resultou na apresentação de queixas à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) por parte do SITE CN, da Comissão de Trabalhadores e do Bloco de Esquerda (BE), tendo a empresa sido obrigada a pagar os subsídios de assiduidade aos grevistas. O assunto também chegou ao Parlamento através de uma pergunta dos deputados do BE, José Soeiro e Isabel Pires.

Em 2019 a PSA em Mangualde atingiu um total de 77 607 unidades produzidas, atingindo o maior volume anual da sua história. Após quatro anos consecutivos de crescimento, os trabalhadores levam para a mesa de negociações as seguintes reivindicações:

  1. Aumentos Salariais: Um aumento de 90€ para todos os trabalhadores (Aumentos encontram-se estagnados, esta situação não pode continuar! Aliás os resultados do grupo demonstram o contrário. (Últimos 4 anos 24 milhões de € de lucro no C.P.M.G).
  2. AXA/PPR Os trabalhadores exigem a devolução do dinheiro tal como aconteceu nos Centros de Produção de Vigo e Madrid.
  3. Bolsa de Horas (É urgente e os trabalhadore(as) exigem dar início à renegociação da Bolsa de Horas, que tanto tem penalizado os trabalhadores com enormes perdas ao nível familiar, de saúde e financeiro!).
  4. Situação de espaço físico interno e externo do C.P.M.G (As instalações continuam-se a degradar, cada dia que passa! Os balneários danificados e destruídos, sem aquecimento. Torneiras que não funcionam ou funcionam incorretamente (Questão Ambiental), a falta de uma limpeza mais regular. Realizar T.T.’s em conjunto com a Direçao do C.P.M.G para identificar os problemas e encontrar soluções com prazos definidos).
  5. Pagamento de um subsídio de refeição de 5€ dia para todos(as) os trabalhadores(as), e refeições grátis para quem optar por comer através dos serviços da cantina.
  6. As partículas de tinta: Os trabalhadores(as) exigem uma indemnização pelos danos causados às suas viaturas! E a resolução definitiva do problema!
  7. Falta de Formação: criação de um mapa de formação com o conteúdo e horas para abranger todos os trabalhadores(as).
  8. Apresentação de um Calendário de Trabalho Anual, aliás, como já foi em tempos para ajudar a gerir as vidas dos trabalhadores(as).
  9. Efetivação imediata de trabalhadores(as) contratados para os quadros da empresa.
  10. Criação de uma lavandaria dentro da empresa para lavar, tratar e gerir as “fardas” de todos os trabalhadores(as), esta situação poderá otimizar e minimizar os custos com as “fardas”.
  11. Entrega dos “Kits Escolares” a todos os filhos de todos os trabalhadores(as), mesmo os que já não perfazem a idade compreendida pela empresa para recebimento do mesmo. Sugerimos que seja pedido a prova de matrícula no ensino para comprovativo.

Deixe o seu comentário

Skip to content
>