Depois de ser de conhecimento público que o aterro recebe resíduos industriais perigosos e ultrapassa a capacidade instalada, o Bloco de Esquerda realizou três pedidos de visita ao aterro sanitário de Resíduos Industriais Banais localizado em Verdulho de Baixo, no concelho de Castelo Branco. Os três pedidos foram rejeitados. Agora, levam o assunto à Assembleia da República.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda entregou hoje, dia 12 de Fevereiro, uma pergunta dirigida ao Ministro do Ambiente e da Acção Climática sobre o aterro sanitário de Resíduos Industriais Banais localizado no concelho de Castelo Branco. O aterro ocupa uma área de 15 hectares e tem uma capacidade instalada de 250 mil toneladas de resíduos durante 10 anos, isto é, 25 mil toneladas por ano. A estrutura em questão é gerida pela entidade Lena Ambiente II – Gestão de Resíduos S.A. 

No documento, o BE refere que “na sequência de notícias sobre a deposição de resíduos industriais perigoso no referido aterro – para os quais a entidade gestora não estará licenciada nem preparada para a sua recepção -, e de suspeitas de ocorrência de escorrências líquidas de matéria perigosa para o rio Ponsul, afluente do rio Tejo, o Grupo Parlamentar do BE solicitou três pedidos de visita às instalações”. O primeiro pedido foi efectuado em Julho de 2018 e o segundo em Agosto de 2018, ambos foram rejeitados. No terceiro pedido, feito em Janeiro de 2019, a Lena Ambiente II comunicou aos bloquistas que “qualquer informação sobre as actividades desenvolvidas na unidade de Castelo Branco deveria ser solicitada juntos das entidades competentes, à CCDR-C e à APA”. 

O partido informa também que “requereu ao Governo, uma cópia do último relatório de inspecção ao funcionamento do aterro sanitário” e em resposta o Ministério transmitiu que “o relatório se encontrava associado a um auto de notícia no qual constavam infracções detectadas durante a acção de inspecção realizada em Março de 2018”. 

Assim sendo, o Bloco quer saber se o aterro recebe resíduos industriais perigosos, se recebe resíduos de outros países tal como acontece em outros aterros do país e quais as infracções detectadas na inspecção realizada em Março de 2018.

 

(Escrito por DG)

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