Bloco de Esquerda desafia o município de Viseu a hastear a Bandeira LGBTI+

Autocolantes LGBTI+ Bloco de Esquerda
Autocolantes LGBTI+ Bloco de Esquerda

No âmbito do mês de junho, assinalado como o Mês do Orgulho por todo o mundo, o Bloco de Esquerda desafia a Câmara Municipal de Viseu  a hastear a bandeira LGBTI+ no dia 28 de junho e a declarar-se Zona Livre de LGBTI+ Fobia.

A 28 de junho é assinalada a efeméride que reporta à revolta de Stonewall, de 28 de junho de 1969, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, considerado o acontecimento mais importante para o movimento de defesa dos direitos LGBTI+, e estando na origem das Marchas do Orgulho LGBTI+ logo em 1970.

“Há apenas 16 anos Viseu aparecia nas capas de jornal e na abertura dos telejornais por ser a ‘capital da homofobia’ ou o ‘berço da homofobia’”, lembra, em comunicado, o Bloco. Nessa altura, a sociedade civil organizou em Viseu a primeira manifestação fora de Lisboa contra a homofobia, manifestada neste concelho através de episódios de ódio, por parte de milícias organizadas que “perseguiam, humilhavam e violentavam a comunidade LGBTI+ de então”.

Em 2018, a cidadania de um grupo de pessoas e coletivos viseenses junta-se para organizar a “1.ª Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTI+”, que dá origem à Plataforma Já Marchavas, movimento que integra várias pessoas individuais e organizações no combate aos ódios que prosperam na sociedade portuguesa.

“Também em 2018, a intolerância de algumas pessoas desta cidade se expressou contra a primeira marcha LGBTI+ em Viseu, colando cartazes a dizer ‘Viseu – A Melhor Cidade para Viver… Sem Vocês’”, sublinha o Bloco de Esquerda.

Atendendo ao percurso da luta pelos direitos LGBTI+ em Viseu e no seguimento dos ataques aos direitos desta comunidade noutros países, “o Bloco de Esquerda desafia o município a hastear a bandeira LGBTI+ no dia 28 de junho, assim como a declarar-se Zona Livre de LGBTI+ Fobia, como forma de tornar visível o espírito de inclusão que qualquer cidade que queira ser a melhor para se viver deve ter!”

Na Polónia, desde 2019, vários municípios e regiões declaram-se livres do que chamam “ideologia LGBTIQ” e adotaram as chamadas “cartas regionais dos direitos da família”. Na cidade húngara de Nagykáta, em 2020, também foi adotada uma resolução banindo a “disseminação e promoção de propaganda LGBTIQ”.

De acordo com o comunicado, “estas ações tiveram como consequência direta o aumento de atos de violência dirigida contra pessoas LGBTI+ ou contra pessoas que sejam consideradas como sendo LGBTI+, segundo estudo conduzido pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), o qual também denuncia o medo generalizado da população em frequentar determinados locais, pelo risco de aí sofrerem agressões, assédio, hostilidade ou ameaças de vária ordem.”

Muito recentemente, a 15 de junho, o parlamento húngaro aprovou legislação que discrimina as pessoas LGBTI+ e que viola o direito à liberdade de expressão, sob o pretexto de proteger menores de 18 anos.

“Viseu só será a melhor cidade para se viver se escolher não ficar indiferente ao crescer do ódio, da discriminação, da segregação associadas a estas iniciativas em países da União Europeia”, defende o Bloco de Esquerda de Viseu.

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