Projeto do Bloco de Esquerda discutido no parlamento com o intuito de proteger as populações de acidentes e do ruído, bem como evitar a contaminação das águas com chumbo e plástico.

O deputado Ricardo Vicente explicou ao Interior do Avesso que neste momento, em Portugal, os campos de tiro não necessitam de licenciamento prévio de natureza ambiental ou de ordenamento do território, sendo nesse sentido que surge o projeto propondo “que as entidades responsáveis do ambiente e do ordenamento do território sejam chamadas a avaliar se estão reunidas todas as condições para que os recintos de tiro possam funcionar”, não causando danos à qualidade de vida das pessoas ou ao ambiente.

Ricardo Vicente considera que a “defesa do bem-estar, da saúde e da segurança das pessoas” deve estar acima dos interesses privados, sabendo que neste momento existem campos de tiro no país que colocam tudo isto em causa.

Existem campos, exemplifica, “a funcionar ao lado de casas, provocando ruído ensurdecedor” que dá origem a “situações de stress, perturbação do sono e até de distúrbios psicológicos”, ou “mal vedados que podem provocar acidentes, sobretudo quando estão situados ao lado de casas e zonas de lazer.”

Em causa está ainda a elevada utilização de “projéteis chumbo, alvos volantes, cartuchos e buchas de plástico, que contaminam a água e os solos quando não são devidamente recolhidos, uma situação frequente nos recintos de tiro do país”, explica o deputado 

O Projeto de Resolução nº 470/XIV/1ª que “Recomenda a avaliação e definição de medidas de proteção ambiental, segurança pública e ordenamento do território na instalação e gestão de campos de tiro”, foi discutido na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território da Assembleia de República e irá hoje, dia 18 de setembro, a votação.

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