Caretos de Podence | Foto de Rosino | Flickr

Os Caretos de Podence podem juntar-se já em dezembro à lista em que consta já o Fado, o Cante Alentejano, a Dieta Mediterrânica, a Falcoaria e os “Bonecos de Estremoz”. Esta sexta-feira foi conhecido o parecer positivo da UNESCO ao dossier de candidatura, que não se escusou a classificá-lo como “exemplar”, louvando o envolvimento da comunidade.

Os Caretos de Podence podem juntar-se já em dezembro à lista em que consta já o Fado, o Cante Alentejano, a Dieta Mediterrânica, a Falcoaria e os “Bonecos de Estremoz”. Esta sexta-feira foi conhecido o parecer positivo da UNESCO ao dossier de candidatura, que não se escusou a classificá-lo como “exemplar”, louvando o envolvimento da comunidade.

A UNESCO tutela as manifestações culturais consideradas como Património Imaterial da Humanidade, porém, a decisão final cabe a um comité independente constituído por diversos países. Apesar do parecer positivo da UNESCO à candidatura em causa, a decisão final será tomada em dezembro, altura em que o comité independente se irá reunir em Bogotá para avaliar cerca de 40 candidaturas, em que além dos Caretos de Podence se encontram também a morna de Cabo Verde e a dança tradicional “Bumba meu boi”, típica da região no Maranhão, no Brasil.

Carnaval de Podence | Foto de Rosino | Flickr

A candidatura portuguesa, elaborada por uma equipa técnica científica liderada por Patrícia Cordeiro, foi apresentada em março de 2018 tendo como promotor o Município de Macedo de Cavaleiros, em parceria com a Associação dos Caretos de Podence.

No parecer emitido pela UNESCO pode ler-se, “Louvamos o Estado, mas especialmente a comunidade de Macedo de Cavaleiros por ter apresentado uma nomeação exemplar, mostrando como uma pequena comunidade pode responsabilizar-se pelo seu património cultural através das suas gentes e explicando como o papel dos géneros foi evoluindo em resposta a mudanças sociais e económicas”.

Sublinhando a importância da evolução das tradições, assim como o papel essencial das populações como guardiões das regiões, este parecer é considerado por Sampaio da Nóvoa, embaixador de Portugal na UNESCO, como “raro”. “É um reconhecimento muito importante. É muito raro os peritos da UNESCO utilizarem designações como exemplar numa candidatura e foi sublinhado o envolvimento da comunidade […]. É um elemento que pode ajudar a renovar zonas do interior de Portugal, percebendo a dimensão que a cultura tem enquanto património histórico, mas também valor económico de renovação de espaços e tradições, que pode trazer vida”.

A decisão só será definitiva em dezembro, mas as reações positivas que a candidatura obteve levam a que as expetativas sejam muito positivas em relação ao resultado deste processo.

(Escrito por MFS)

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