Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) | Foto por sns.gov.pt

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses diz que o centro hospitalar é obrigado legalmente a fazer esta notificação, “por inércia do Ministério da Saúde”. “É inaceitável que seja o próprio Governo a fomentar a precariedade”, acusa. Por Esquerda.net

“Numa altura em que os enfermeiros se encontram num estado de cansaço extremo e exaustos na luta contra a situação pandémica que se vive no país, as condições de trabalho deveriam contribuir para uma melhoria na prestação de cuidados. Mas acontece exatamente o contrário”, salienta o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), em comunicado(link is external).

Os profissionais que terão os contratos terminados são enfermeiros contratados para substituir outros que estavam ausentes por diversas razões e que regressam agora, durante a difícil situação que se vive no SNS a nível nacional.

O SEP refere que numa reunião a 18 de dezembro, o Ministério da Saúde reconheceu a injustiça da situação e comprometeu-se a encontrar uma solução, que “tarda em chegar”. “Por inércia do Ministério da Saúde, o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro vê-se, legalmente, obrigado a notificar os enfermeiros da cessação dos seus contratos de trabalho”, sublinha o sindicato.

Precariedade inaceitável

O sindicato sublinha ainda que “a pandemia só veio dar mais evidência à precariedade”, pois os enfermeiros que vão ser notificados deviam ter um vínculo permanente e não serem precários.

Exigindo uma decisão política para efetivar estes profissionais, o SEP afirma que “é inaceitável que seja o próprio Governo a fomentar a precariedade”.

O SEP dará uma conferência esta quarta-feira, 22 de janeiro, às 11h30, junto à entrada do Hospital de Vila Real.

Publicado em Esquerda.net a 26 de janeiro de 2021

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