Aplicação nas ruas do concelho da Covilhã do herbicida com base de Glifosato pela empresa municipal Águas da Covilhã gera contestação e comunicado do Bloco de Esquerda. Aplicação começou no início do mês de fevereiro.

Para o bloco a “situação que deve preocupar todos os covilhanenses” porque dizem que este composto é “extremamente nocivo dada a sua toxicidade e perigo crónico em cursos de água“, pondo em “causa a saúde pública, saúde animal e para o ambiente”.

O Glifosato é um herbicida não seletivo de amplo espectro de ação que garante grande eficiência na eliminação indiscriminada de ervas ditas daninhas, usado muito em espaço público e na agricultura.

Segundo o comunicado, a “Organização Mundial de Saúde, através da Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC), declarou o glifosato como carcinogénico provável para o ser humano. Esta classificação indica que há provas laboratoriais que é provável que esta substância cause cancro no ser humano”, identificando o “cancro no sangue” nos seus estudos.

Sobre os efeitos pode ainda ler-se que “existem ainda estudos científicos que conferem ao glifosato e outros herbicidas a responsabilidade pela induzida resistência em bactérias que com eles entrem em contacto” concluindo, por isso, que os “antibióticos perdem eficiência”.

O Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda, pede para os autarcas “assumirem o dever e responsabilidade de proteger a saúde da população e o ambiente”, exigindo “a supressão permanente do uso deste herbicida”.

(Por CC)

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