Em comunicado, o Bloco de Esquerda do Carregal do Sal diz ter recebido várias denúncias de que as regras da DGS não foram cumpridas com o objectivo de esconder o caso, pondo em causa a saúde pública na região.

O comunicado critica “veemente a irresponsabilidade social e sanitária da empresa Dimoldura relativamente ao procedimento que terá tomado quando apareceu o caso suspeito“, da trabalhadora que já teria sintomas desde dia 1 de abril, só havendo confirmação no dia 7 de abril.

O núcleo concelhio do Bloco critica a empresa Dimoldura  que “não terá cumprido nenhuma das indicações dadas pela DGS cometendo assim uma grande irresponsabilidade social e sanitária podendo criar um grave problema de saúde pública na empresa e no concelho”.

Segundo a Orientação 006/2020 da DGS e no ponto 6 da mesma, “numa situação de um caso suspeito validado pelas Autoridades de Saúde inicia-se uma investigação epidemiológica e de gestão de contactos”, o que, segundo as denúncias a que o BE se refere, “não foi feito porque a situação foi ocultada aos trabalhadores até à data de ontem, dia 7 de Abril, que foi quando a situação foi tornada pública pela Junta de Freguesia de Parada”.

Continuam citando o ponto 8 da mesma Orientação, “considera-se contacto próximo um trabalhador que não apresenta sintomas no momento, mas que teve ou pode ter tido contacto com o doente confirmado”, não tendo sido cumprido visto que pelas informações recebidas “nenhum dos trabalhadores da Dimoldura que laboram na mesma secção que o caso confirmado foi colocado em isolamento ou recebeu qualquer tipo de contacto da empresa de dia 1 até dia 7 de Abril, que foi quando foram contactados para não se apresentarem ao trabalho no dia seguinte”.

O Bloco de Esquerda vai questionar o Governo através do seu Grupo Parlamentar de forma a que sejam apuradas “responsabilidades e para que isto não volte a acontecer em nenhum local do país”.

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