Foto por Notícias de Vouzela | Facebook

A Estrada Nacional 228 em Queirã, no concelho de Vouzela, está votada ao abandono, estando ainda por resolver o corte provocado por fenómenos meteorológicos extremos em dezembro de 2019, entre outros problemas. O Bloco questionou o Governo sobre a situação.

Na pergunta, o Bloco pergunta ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação se tem conhecimento do caso e quando prevê avançar com as intervenções necessárias para o resolver.

Os fenómenos meteorológicos extremos sentidos na região em 2019 provocaram “a queda de pedras na via, mas também o abatimento de parte do troço, entre a aldeia de Crescido, Fataunços, e a ponte Ribamá-Queirã”. Ainda na mesma estrada, existem danos que obrigam à circulação alternada do trânsito, “com sinalização precária em cima de uma curva”, junto da ligação ao IP5 e à A25.

Segundo o Bloco a estrada não tem sido feita “a devida manutenção e intervenção preventiva” na EN228 para resolução destes problemas, numa importante via que liga a EN16, em Castro Daire, passando nos concelhos de São Pedro do Sul, Vouzela, Viseu e Tondela, à IP3 em Mortágua, seguindo para Travanca do Mondego, concelho de Penacova, já no Distrito de Coimbra.

A situação foi reportada ao Bloco como “sendo de extremo perigo para quem não conheça a via”, comprometendo ainda, segundo relatos à comunicação social, o socorro às populações das freguesias de Queirã e Fornelo do Monte, no concelho de Vouzela.

Joaquim Tavares, comandante da equipa da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, explica que “estamos a falar de desvios que temos de fazer por outras estradas com poucas condições em que, no mínimo, perdemos mais dez minutos. Ora, sabemos o que dez minutos a mais podem representar numa situação de emergência”.

“Também para a economia local a situação está a ser insustentável”, pode ler-se na pergunta. “Dos vários relatos temos os trabalhadores que todos os meses gastam mais centenas de euros mensalmente para fazer o percurso casa-trabalho-casa. Para os comerciantes locais é a perda de clientes pela distância a que o desvio obriga.”

No final do mês passado, a população manifestou-se no local, com presença das instituições locais como o município e os bombeiros, exigindo uma resolução célere da situação.

Para as populações e agentes locais, esta “é apenas mais uma situação de abandono do interior, lembrando que também a N16 esteve fechada neste período e neste concelho. Não muito longe, em Castro Daire a N2 também se encontra fechada há vários meses e EN225 demasiado degradada para servir quem dela necessita.”

O Bloco questiona ainda sobre se existem problemas idênticos em Estradas Nacionais, que necessitem de intervenção urgente, se está em marcha algum plano de investimentos para a requalificação das Estradas Nacionais do interior do país e se “está o Governo disponível para avançar com um projeto ambicioso de requalificação das Estradas Nacionais do país”.

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