A falta de assistentes operacionais é um problema transversal no passado ano letivo que não foi resolvido. Fenprof alerta que 35% das escolas ainda têm professores por colocar. Por Esquerda.net

A necessidade transversal a todas as escolas para contratarem mais assistentes operacionais faz-se sentir há vários anos letivos, com pelo menos mil profissionais que permanecem com vínculo precário desde 2017, e que o Bloco de Esquerda pretende que sejam integrados na administração pública.

Em entrevista ao Público, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, confirma o problema, pois se “no início do ano letivo de 2019/2020, a primeira prioridade (…) já era a falta de assistentes operacionais, este ano, por maioria de razão, o problema mantém-se, porque precisaremos de estar constantemente a desinfetar, a higienizar, a acompanhar os alunos, e, para isso, genericamente boa parte das escolas não terá os assistentes operacionais necessários”.

Para a Fenprof, o primeiro dia de aulas demonstrou que continuam a faltar assistentes operacionais em 91% das escolas, e que há professores por colocar em 75%. Em quase 35% das escolas, o número de professores por colocar está entre os cinco e os dez docentes.

Mário Nogueira diz ao jornal Público que “este é um problema que se poderá agravar após o início do ano letivo”, salientando que poderá haver milhares de alunos sem aulas devido ao aumento do número de baixas médicas, fruto da crise pandémica.

 

Publicado em Esquerda.net a 15 de setembro de 2020.

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