ESGIN: Governo recusou homologação dos novos estatutos do Politécnico de Castelo Branco

ESGIN-IPCB
ESGIN-IPCB
Foto por ESGIN-IPCB | Facebook
O Governo recusou a homologação dos novos estatutos do IPCB (Instituto Politécnico de Castelo Branco) por não referirem qual o local de funcionamento da nova unidade resultante da fusão com a ESGIN (Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova).

No documento da decisão, a que a Lusa teve acesso, comunicado na passada quinta-feira ao presidente do IPCB, António Fernandes, o chefe de gabinete do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, refere que, na sequência da informação enviada pela Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) e da Direção-geral do Ensino Superior (DGES), “a proposta de estatutos submetida pelo IPCB não está em condições de ser homologada e que requer uma revisão detalhada”.

O parecer da DGES destaca que “parece que esta nova unidade orgânica resultaria da extinção da ESGIN, e inclusão da oferta formativa da área das tecnologias de informação e comunicação que atualmente é ministrada na Escola Superior de Tecnologia”. Porém “não existe qualquer referência ao seu local de funcionamento, nomeadamente se se pretende manter a localização desta escola em Idanha-a-Nova ou passá-la para Castelo Branco – e este é um aspeto fundamental para análise da pretendida extinção”.

O documento, segundo a agência Lusa, recomenda ainda a revisão dos novos estatutos do IPCB propostos, atendendo ao “papel dos politécnicos no desenvolvimento dos territórios e na coesão territorial, sobretudo em termos de garantir um ‘ensino superior de proximidade’ (…) em estreita colaboração com os principais atores regionais, públicos e privados, em articulação com os municípios da região”.

A proposta dos novos estatutos do IPCB foi aprovada em fevereiro, por maioria, pelo Conselho Geral do IPCB, seguindo depois para a tutela, para homologação.

O processo tem gerado controvérsia e provocado várias reações, nomeadamente de estudantes da ESGIN, do Bloco de Esquerda, de autarcas e da população, que se têm manifestado a exigir a continuidade da escola na vila de Idanha-a-Nova.

A reestruturação prevê que as atuais seis escolas originem quatro novos estabelecimentos de ensino, com as designações de Escola Superior de Tecnologia e Ciências Agrárias (ESATEC), Escola Superior de Educação e Artes (ESEART), Escola Superior de Informática e Gestão (ESIG) e Escola Superior de Saúde e Desporto Dr. Lopes Dias (ESALD).

 

ESGIN: Assembleia da República recomenda ao Governo que garanta a autonomia

Movimento pela autonomia da ESGIN espera que novos estatutos do IPCB não sejam aprovados

Bloco espera consenso no Parlamento para manter ESGIN em Idanha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Pessoas ao telemóvel
Ler Mais

Mais de metade de Vinhais não tem acesso à internet móvel

A ANACOM revelou ontem os resultados de um diagnóstico que conclui que no interior a cobertura de rede é muito deficitária. O pior caso é Vinhais, onde mais de metade do concelho não tem cobertura de internet móvel e um terço não tem rede de voz.
Skip to content