Foto por Pedro Miguel Assunção Teixeira‎ | Facebook

Os municípios do interior do país têm gasto cada vez mais, quando comparados com os do Litoral, nomeadamente as áreas metropolitanas, para levar os alunos às escolas. As distâncias já de si grandes e o despovoamento são elencados como os principais problemas que têm causado um esforço desigual entre territórios.

Segundo o Jornal de Notícias, entre os anos de 2017 e 2018, as câmaras municipais investiram uma verba de 128 milhões de euros no transporte escolar e as diferenças entre o interior e o litoral são muito significativas. Por exemplo, na Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega o valor que é gasto para levar um aluno (cerca de 160 euros) até ao seu estabelecimento de ensino é oito vezes superior ao das áreas metropolitanas (cerca de 20 euros).

As regiões que mais gastam no transporte de alunos são o Alto Tâmega, Douro, Viseu Dão Lafões e Beira Baixa, todas no interior do país.

Para a CIM Dão Lafões, como se trata de territórios de baixa densidade populacional e as escolas estão maioritariamente localizadas nas sedes concelhias, as distâncias percorridas são maiores. No entanto, como o custo é sempre o mesmo pelo transporte, quanto menos alunos são transportados “mais elevado é o custo por ano”.

Para Fernando Queiroga da CIM do Alto Tâmega, o fecho das escolas foi contribuindo para uma redução dos serviços de transporte existentes.

Já para o Presidente da CIM de Trás-os-Montes, Artur Nunes, existe uma esperança de que com a reestruturação da rede de transportes haja uma redução do investimento das câmaras, que nesta região é 3 vezes superior ao gasto nas áreas metropolitanas de Porto e Lisboa.

Deixe o seu comentário

Skip to content