Pela segunda vez em três anos, a linha será temporariamente encerrada devido a obras. A eletrificação deverá ficar pronta em 2023. Apesar de ter conclusão inicialmente prevista para dezembro de 2019, ainda nem sequer foi lançado o concurso público.

Segundo artigo do Público, a Infra-estruturas de Portugal (IP) estima que a eletrificação de uma extensão de 43 quilómetro da Linha do Douro, entre Marco de Canaveses e Régua, ocorra entre o final do segundo trimestre de 2022 e 2023, ano-limite para não perder os fundos comunitários.

O projeto encontra-se neste momento em fase de avaliação de impacte ambiental, na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). “Após a obtenção da respetiva aprovação, a IP estará em condições de poder avançar com o lançamento da empreitada, o que, nesta fase, se estima possa ocorrer até final deste ano”, diz fonte oficial da empresa citada pelo Público.

A lidar com prazos apertados, a empreitada corre contra o tempo, havendo certas obras que, não necessitando da declaração de impacte ambiental, aguardam aprovação do Ministério das Finanças. É, por exemplo, o caso do rebaixamento e reforço dos túneis, para que seja possível a instalação do cabo de alta tensão (catenária) no seu teto.

As obras nos túneis implicam o encerramento da linha, pela segunda vez em três anos, pois já entre Novembro de 2018 e Abril de 2019 a empresa também encerrou a linha para efetuar obras no Túnel de Caíde, no âmbito da modernização do troço Caíde-Marco. Durante esse período, ocorreram transbordos rodoviários entre Caíde e Marco de Canaveses.

Neste caso os transbordos deverão ser realizados entre Marco e Mosteiró (concelho de Baião), adianta o Público, “para desespero do operador (a CP) e das autarquias”. A IP ainda não clarificou se as obras decorrerão durante 24 horas por dia ou se serão realizadas apenas em horário de expediente, o que corresponde a uma empreitada mais barata, mas mais lenta.

 

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