No âmbito da greve de 22 a 28 de março dos trabalhadores dos call centers da EDP em Seia e Lisboa, a empresa Manpower não cumpriu as suas obrigações legais que implicavam notificar o sindicato sobre os trabalhadores necessários para assegurar os serviços mínimos.

Depois de uma reunião entre a Manpower e o Sindicato dos trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (SITE), sem acordo quanto aos serviços mínimos, a DGERT informou os ministérios competentes que emitiram um Despacho conjunto a estabelecer as regras e a abrangência dos serviços mínimos.

Contudo, a empresa não apresentou lista nominal dos trabalhadores que deveriam cumprir os serviços mínimos, nem deu ao sindicato as informações necessárias para que o próprio apresentasse uma lista, conforme previsto no Despacho. 

“Não tendo a empresa cumprido as suas obrigações legais, colocou em causa a sua legitimidade, pelo que apelamos que em caso de serem contactados por representantes da empresa, exijam que o faça por escrito e com a devida justificação (lista)”, pode ler-se em informação aos trabalhadores do SITE Centro Norte a que o Interior do Avesso teve acesso.

O Sindicato dos trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (SITE) alerta os trabalhadores para que “um telefonema de um chefe ou supervisor a dizer que um determinado trabalhador está escalado para cumprir serviços mínimos não é legal e não produz qualquer efeito, pelo que sendo ilegítimo não lhe é devida obediência”.

Os trabalhadores dos call centers da EDP estarão em Greve de 22 a 29 de março por aumentos salariais e condições no teletrabalho.

 

Trabalhadores dos Call Center da EDP em Greve de 22 a 29 de março por aumentos salariais e condições no teletrabalho

Trabalhadores do Call Center de Seia em greve pelo pagamento das despesas com o teletrabalho

 

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