Foto por Autor Anónimo

Numa audição da Comissão Parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, diz que os últimos incidentes na Central Nuclear de Almaraz “não têm significado em termos de segurança”. Nelson Peralta, deputado do Bloco, avisa que “basta um acidente para os impactos serem avassaladores, é essencial encerrar o nuclear”. Artigo esquerda.net.

De acordo com a Lusa, João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, desvalorizou os últimos incidentes que aconteceram na Central Nuclear de Almaraz, nomeadamente a paragem de um dos reatores no dia 22 e no dia 27 de junho, já que se referem a “pequenos desvios aos parâmetros de operação” e “não têm significado em termos de segurança nem impacto nos trabalhadores, na população ou no ambiente”.

O funcionamento da Central Nuclear de Almaraz, localizada em território espanhol, pode ser prolongado até 2028 e o Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmou que “há condições técnicas” para este prolongamento.

Nelson Peralta, deputado do Bloco, na Comissão de Ambiente defendeu que “a central de Almaraz coloca em risco os habitantes de Castelo Branco, de Portalegre e de todo o curso do rio Tejo. O prazo de validade da central findou em 2010, mas o seu funcionamento foi prolongado até 2020 em nome do lucro das empresas proprietárias da central. Agora tentam o seu prolongamento até 2028.”

 

Para o deputado, “o ministro do Ambiente assume como normal este novo prolongamento e não assume a posição de tentar, junto do governo espanhol, o encerramento da central, exigindo apenas uma avaliação ambiental. Basta um acidente para os impactos serão avassaladores, é essencial encerrar o nuclear.”

Matos Fernandes disse que Almaraz “é uma preocupação de Portugal” e defende uma avaliação de impacto ambiental transfronteiriço aos planos de prolongamento de atividade em mais 10 anos.

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