No passado sábado, com o Lema Sim à Vida e Não à Mina, juntaram-se na localidade de Barco, na Covilhã, grupos de manifestantes de todo o país e além fronteiras contra a exploração de lítio na Serra de Argemela.

Segundo comunicado da associação Guardiões da Serra da Estrela, que promoveu a manifestação, a mesma “pretendeu dar estímulo à luta local que intenta com toda a veemência para que esta exploração não tenha lugar numa serra tão próxima da população do Barco e que se apropria dos recursos mais nobres que este e os outros locais têm, a água e o seu curso hídrico.”

A manifestação, consistiu numa caminhada simbólica, inicialmente prevista para o rio Zêzere, culminando no Areal da Azenha. No entanto, devido a um incêndio que tornou o acesso ao areal intransitável o local final de reunião foi alterado para o recinto de S. Sebastião.

Foi organizada com o apoio de coletivos portugueses, como a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso, a Associação Montalegre Com Vida, a COREMA – Associação de Defesa do Património o Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto-Minho (MDAPAM), o Movimento Não Às Minas – Montalegre, o Movimento SOS Serra D’Arga e o Movimento ContraMineração Beira Serra.

Mas também com o apoio de coletivos espanhóis, como a Plataforma Salvemos La Montaña de Cáceres, Sierra da Gata Viva, No A La Mina de Urânio, Salvemos Las Villuercas, Vida e Ria ou Minería e ContraMINAcción.

“Todos unidos buscam partilhar experiências e dar visibilidade a esta luta que não parará enquanto não conseguir dar voz às populações e pôr fim aos planos de mineração massiva que pretendem implantar na região de forma silenciosa”, pode ler-se no comunicado.

Fotos por Guardiões da Serra da Estrela | Facebook

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