A Assembleia da República (AR) debate esta quinta-feira (dia 11) uma petição e projetos de resolução de vários grupos parlamentares. Em cima da mesa está a modernização de toda a Linha Ferroviária do Douro e ainda a sua reativação até Espanha.

A apreciação parlamentar vem no seguimento da apresentação, a 09 janeiro de 2020, de uma petição, com 13.999 assinaturas, pela requalificação e reabertura da Linha do Douro (Ermesinde – Barca d’Alva) e subsequente ligação a Salamanca, segundo notícia do Diário de Trás-os-Montes

A petiçãoPela completa requalificação e reabertura da Linha do Douro (Ermesinde-Barca de Alva) e subsequente ligação a Salamanca” foi promovida pela Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e pela Fundação Museu do Douro.

Estarão também em discussão cinco projetos de resolução apresentados pelo Bloco de Esquerda, PEV, PCP, PAN e PSD.

O Bloco de Esquerda propõe ao Governo, através do projeto de resolução “Pela requalificação de toda a Linha do Douro (Ermesinde-Barca D’alva) e subsequente ligação a Salamanca), que “concretize a modernização e eletrificação integral da linha do Douro, entre Ermesinde e Barca d´Alva”, que “proceda à requalificação do material circulante da linha do Douro” e ainda que “articule com o Governo de Espanha a reabertura da ligação ferroviária internacional a Salamanca”.

O Bloco já havia preconizado no Plano Nacional Ferroviário, submetido em abril de 2019, “o objetivo de reabilitação integral da Linha entre Porto-Barca d’Alva-Fuentes de Oñoro (troço Pocinho-Barca d’Alva, incluindo a reativação da travessia ferroviária)”.

No documento é destacado “o crescente desinvestimento no transporte ferroviário, hoje evidenciado pela paulatina degradação da linha férrea e pelas grandes carências ao nível das ligações ferroviárias entre várias regiões do país, é um dos exemplos maiores desse ataque feito a muitas populações, sobretudo as residentes no interior do país e/ou em locais que distam dos grandes centros urbanos do país. Daí resulta um país menos preparado para enfrentar o enorme desafio das alterações climáticas e do aquecimento global, pois a ferrovia representa a opção de mobilidade mais sustentável do ponto de vista ambiental.”

São também lembrados os problemas com o material circulante, que “carece de uma revisão quase completa”, uma vez que “as queixas de utentes têm sido recorrentes, especialmente no inverno, em que a falta de aquecimento provoca um desconforto térmico muito grande para quem utiliza a linha. Mas também do ponto de vista de segurança, as carruagens (já antigas) levantam preocupações, nomeadamente ao nível de portas que não fecham e outras que abrem durante a viagem. Não são situações novas, mas que ainda não viram solução”.

 

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