Foto por Plataforma P'la Reposição das SCUTS A23 e A25 | Facebook

A Plataforma pela Reposição da SCUTS na A23 e A25 exigiu novamente a suspensão imediata do pagamento de portagens, para todos, nas Autoestradas da Beira Interior. E admite, se for necessário, cortar a A23.

A medida já tinha sido pedida ao governo, no passado mês de maio, mas a ausência de resposta e o inconformismo com as medidas anunciadas, levou a plataforma à rua a sexta-feira passada, numa tribuna pública no nó de Tortosendo. 

“A resposta foi que, no terceiro trimestre, iriam entrar medidas excecionais para esta matéria. Nós acreditámos que seria no dia 1 de julho que essas medidas entrariam em vigor, mas sendo assim nós tivemos que vir à rua, portanto, esta é uma iniciativa de rua e poderão seguir-se outras”, disse José Gameiro, presidente da direção da Associação Empresarial da Beira Baixa, à RCB, admitindo o corte da A23 “temos que trazer este assunto a público outra vez, trazer pessoas, massa humana e gritar mais alto. Se tivermos que cortar a A23, porque não fazê-lo?”

Luís Garra, coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, lamentou que o governo olhe para o interior como “um amor de verão, que acaba depressa”, porque não se trata de uma questão financeira, deixando como exemplo casos como o Novo Banco, ou o mais recente, da injeção de dinheiro na TAP. “Não contestamos a injeção de capital na TAP, se é efetivamente para salvar a TAP e a pôr como uma empresa rentável, mas há momentos em que o dinheiro aparece, e para o interior nunca há dinheiro, estamos a falar de migalhas, não estamos a falar de milhares de milhões.”

 

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