Lobo-ibérico | Ilustração Davina Falcão

Na passada quarta-feira foi chumbado na Assembleia da República, com o voto contra do PSD e com as abstenções do PS e do Chega, um Projeto de Resolução do Bloco que previa o reforço das medidas de conservação do Lobo-Ibérico.

O Projeto apresentado pelo Grupo Parlamentar do Bloco recomendava ao Governo a dotação das entidades competentes para a proteção e conservação da natureza com meios humanos, materiais e financeiros, que consideram ser necessárias para cumprir as metas do Plano de Ação para a Conservação do Lobo-Ibérico em Portugal (PACLobo), aprovado pelo Despacho n.º 9727/2017, de 8 de novembro.

O Bloco defende também a “agilização e simplificação dos mecanismos de indemnização a criadores de gado por danos causados pelo lobo-ibérico”, bem como, o reforço dos “programas de doação de cães de gado e de instalação de vedações e cercas, disponibilizando auxílio técnico e financeiro a criadores de gado para o efeito”.

Defendiam ainda no documento que é necessário criar zonas de refúgio de “presas silvestres do lobo-ibérico, como o corço, veado, javali ou cabra-montês, integrando-as nos planos globais de gestão do PACLobo e interditando-as à atividade cinegética.”

Por fim, o Bloco de Esquerda recomendava que houvesse articulação com o Estado Espanhol nas medidas de gestão de conservação do lobo-ibérico, “particularmente com as Comunidades Autónomas identificadas como relevantes no PACLobo, de maneira a harmonizar as ações de gestão implementadas e a não comprometer os esforços de conservação da espécie.”

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