Foto por Celia Domingues | Facebook

O Bloco de Esquerda entende que não existe uma verdadeira política de transportes no distrito de Castelo Branco e defende a mobilidade como condição necessária à liberdade, “liberdade de acesso ao local de trabalho, acesso à saúde, à cultura, ao desporto”. A falta de qualidade do serviço prestado nos diversos concelhos do distrito e a ausência de qualquer proposta que tenha em contas as reais necessidades da população levam o Bloco a apresentar várias estratégias.

Surge assim a proposta de renovação da frota, dando prioridade aos veículos eléctricos ou movidos a gás natural, e a criação de um passe de transportes públicos de âmbito distrital que permita deslocações dentro do distrito com recurso a todos os meios de transporte disponíveis.

Segundo o Bloco as políticas de transporte apenas se preocupam com a concessão de transportes urbanos e transporte escolar, sem cuidar de forma efectiva da integração dos vários operadores que efectuam serviço nos territórios concelhios, sendo as políticas públicas neste sector decisivas na promoção da deslocação da população no âmbito concelhio, inter-concelhio e distrital, através de integração de medidas no quadro das várias Comunidades Intermunicipais do distrito de Castelo Branco como a CIMBSE, CIMBB e CIM Médio Tejo.

Em comunicado esclarece que “este passe não deve estar subordinado à lógica do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos mas deve ir mais além. Defendemos que tem que haver uma adaptação à realidade do nosso distrito, ou seja, se um passe mensal na área metropolitana de Lisboa custa 40€ e prevê a deslocação entre 18 cidades com possibilidade de usar autocarro, metro, comboio e barco, então será legítimo para o nosso distrito haver uma adaptação deste valor pois só podemos utilizar autocarro e comboio e nunca com a mesma disponibilidade de horários que se verifica nas grandes áreas metropolitanas.”

(Escrito por MFS)

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