O Movimento da Terra de Miranda interpelou o Governo para que promova a urgente recuperação ambiental das pedreiras de Miranda e de Bemposta, “a recuperação do património edificado, conhecido como ‘Moderno Escondido’, em Picote, e todos os graves danos ambientais que subsistem nas margens do rio Douro, provocados pela construção das barragens, ocorrida há mais de 60 anos.“

Para este movimento, o “estado de abandono e de degradação destas estruturas, bem como o perigo que representam para a segurança e a saúde das populações, é inadmissível, não é próprio de um país civilizado e tem que acabar urgentemente”.

Num comunicado duro, dizem que as pedreiras de Miranda e de Bemposta, e os seus danos ambientais, “são monumentos ao comportamento extrativo da concessionária, ao desprezo inadmissível de um Estado centralista e à ignorância e insensibilidade cultural, ambiental e histórica de ambos”.

“Trata-se de verdadeiros crimes ambientais continuados”, dizem, acusando “a atual e anterior concessionária e os governantes, incluindo os atuais” de serem os responsáveis por esse crime.

O Movimento diz ainda que tudo fará para que “essa responsabilização institucional, política e pessoal se torne efetiva, incluindo no plano financeiro e criminal”. Nesse sentido, dizem já ter “apresentada à Senhora Provedora de Justiça uma queixa contra o Estado, em face da falta de resposta aos pedidos que fizemos ao Sr. Ministro do Ambiente para que assuma as suas responsabilidades nesta matéria”

Este Movimento entende ainda “ser inadmissível que a EDP tenha abandonado o território com estes danos ambientais depois de ter extraído volumes colossais de riqueza produzida pelos recursos naturais da Terra de Miranda”. Terminam dizendo que “as ações deste Movimento continuarão até que esta injustiça seja reparada”.

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