Os territórios do Interior têm vindo a perder representatividade política no Parlamento desde 2002. Nas eleições do passado domingo os círculos eleitorais de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro(estes dois últimos com uma frente litoral, mas abrangendo um vasto território de baixa densidade) foram responsáveis pela eleição de 37 deputados, de um total de 230.

Nestas eleições Viseu e Guarda voltaram a perder deputados, um em cada círculo respetivamente, que foram atribuídos a Lisboa e Porto, que elegeram assim 48 e 40 deputados.

Dos resultados finais dos territórios acima mencionados a distribuição de eleitos pelas várias forças políticas foi a eleição de 23 deputados pelo Partido Socialista, 11 deputados pelo Partido Social Democrata, 2 deputados pela Coligação Democrática Unitária e 1 deputado pelo Bloco de Esquerda.

Comparando os últimos resultados com as eleições legislativas de 2015 os únicos partidos que subiram a sua votação nestes territórios foram o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista, o Partido Pessoas Animais e Natureza e o Partido Trabalhista Português. Importante referir os resultados do Bloco em Castelo Branco, que ficou a 2415 votos de eleger um deputado, e o resultado obtido em Viseu que ficou a 1752 votos de eleger uma deputada. No caso de Viseu, caso não tivesse diminuído o número de deputados a eleger neste distrito, o Bloco de Esquerda teria conseguido eleger neste território tradicionalmente de direita.

Relativamente à afluência às urnas, os territórios de baixa densidade tiveram os círculos com os valores mais altos de abstenção, Bragança com 55,1% e Vila Real e Faro com 54,2%. Aliás, à excepção de Castelo Branco, todos os círculos do Interior tiveram uma abstenção superior à média nacional.

(Escrito por MFS)

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