O Sindicato Nacional da Proteção Civil endereçou ao Instituto da Conservação da  Natureza e das Florestas, a 28 de abril, um pedido de esclarecimento urgente, relativo Diretiva Operacional Nacional n.º2 de 2021, onde constataram “que o papel do Vigilante da Natureza é enfraquecido relativamente às suas funções.”  

Em comunicado, o sindicato questiona: “atuar ou deixar queimar, eis a questão?”, uma vez que permanece sem respostas por parte do ICNF, sobre “qual o papel que afinal tem  um Vigilante da Natureza, caso detete um foco de incêndio nas áreas protegidas”.

O pedido de esclarecimento surge depois de a Diretiva Operacional Nacional n.º2 e o Comando Distrital de Operações de Socorro (de alguns distritos) interditarem a execução da primeira intervenção aos Vigilantes da Natureza. “A diferença entre o alerta, a primeira intervenção e a chegada de meios indiferenciados é a quantidade de área protegida que se vai perder”, defende o SNPC.

“Área Protegida essa que faz a diferença na nossa biodiversidade e que cabe ao Corpo de Vigilantes da Natureza preservar”, acrescentam, considerando que são necessárias diretrizes viradas para a realidade dos parques e áreas protegidas e pessoas capazes de analisar e responder às solicitações que lhes são impostas diariamente.

“Não podemos cruzar os braços e deixar arder aquilo que é o nosso posto de trabalho”, afirma o Setor da Conservação da Natureza e das Florestas do SNPC.

Acrescentam ainda que a Natureza precisa do reforço com efetivos do Corpo de Vigilantes da Natureza, com aposta na formação profissional e valorização do seu trabalho através da revisão da Carreira Profissional, visando a aposta em melhores salários. 

Os Vigilantes da Natureza estão equipados com viaturas ligeiras de combate a incêndios equipadas com sistema de primeira intervenção e capacidade de 500 litros de água, lembra o sindicato, “para além de conhecerem o território e terem formação e conhecimentos” para efetuar a ação de primeira intervenção. 

O comunicado seguiu com conhecimento de todos os grupos parlamentares, deputados únicos e deputadas não-inscritas, “para que de uma vez por todas haja Coragem em mudar a realidade destes homens e mulheres que todos os dias conservam e protegem aquilo que todos os dias vai na boca de muitos, a Conservação da Natureza em Portugal.”

 

Sindicato defende que apostar na floresta é também apostar nos seus trabalhadores

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