Fábrica Bagaço Azeitona em Viana do Alentejo - Autor Anónimo

Eventual construção de uma fábrica de processamento de bagaço de azeitona (restos de produção de azeite) em Trancoso dá origem à entrega de dois documentos na Assembleia da República por parte do Bloco de Esquerda, um ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, outro ao Ministério da Economia e Transição Digital.

Em causa a pretensa por parte da empresa Trancoliva, Lda em instalar tanques de receção e armazenamento de retenção de bagaço de azeitona relacionada com atividade de extração mecânica de gordura vegetal dos bagaços de azeitona e comercialização de biomassas, no terreno das antigas instalações da falida firma Chupas e Morão, na EN 102, junto ao ramal de Cogula, concelho de Trancoso.

Os impactes pesados na comunidade e no ambiente preocupam o Bloco de Esquerda que afirma que “afetará a qualidade de vida e provocará uma possível deterioração da saúde pública” podendo causar “danos suscetíveis de alterar a coesão social” como tem acontecido em várias zona do país, como é o caso do Grupo Migasa nas Fortes em Ferreira do Alentejo que teve um encerramento forçado por parte do IAPMEI e da CCDR.

Entre as perguntas o BE quer saber se existe alguma “licença ambiental para esta indústria”, se existe algum “pedido de licenciamento e pronúncia ao IAPMEI para a instalação desta unidade nesta localização” ou se o governo “considera avançar com legislação que garanta um determinado afastamento desta atividade em relação às localidades e a normas mais rígidas de mitigação da poluição”.

A possível implementação desta indústria é alvo de contestação da população e já levou à aprovação de uma moção de rejeição na Assembleia Municipal de Trancoso em 26 de setembro de 2019.

 

 (Por CC)

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