Foto de Vítor Oliveira | Flickr

O sindicato da hotelaria do Norte alerta que os trabalhadores foram também ameaçados com represálias, caso não fossem de férias. O dono do hotel, o Super Bock Group, diz que a aceitação das férias foi voluntária. 

Segundo a agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, Francisco Fernandes, denuncia que os trabalhadores do Vidago Palace Hotel, em Vidago, no concelho de Chaves, foram informados numa reunião que “quem não aceitasse ir de férias em janeiro e fevereiro iria sofrer as consequências no futuro.”

“É uma forma de pressão inaceitável sobre os trabalhadores, porque de acordo com a contratação coletiva de hotelaria, a empresa só pode marcar férias, sem acordo dos trabalhadores, entre maio e outubro”, refere o dirigente sindical, e acrescenta que “muitos trabalhadores não resistiram à pressão e assinaram o acordo.”

A situação afeta “dezenas de trabalhadores obrigados a ir de férias numa altura de confinamento”, sublinhou Francisco Fernandes. O sindicato já alertou a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que confirmou a queixa e anunciou intervenção “em breve”. 

O Super Bock Group, proprietário do hotel, explicou que devido ao agravamento das medidas de confinamento decidiu encerrar as unidades hoteleiras de Vidago e Pedras Salgadas. 

A empresa diz que promoveu uma auscultação pelos trabalhadores e é “de salientar que da auscultação obteve-se a aceitação voluntária de grande parte dos colaboradores para gozo de férias. Os restantes colaboradores mantêm-se a exercer funções de serviços mínimos apesar da unidade se encontrar encerrada”, afirmou. 

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