Foto por The Brave Ones | Facebook

Os voluntários recorrem, nos tempos livres, a meios próprios para reparações na linha ferroviária entre o Pocinho e o Côa. O grupo The Brave Ones está desde 2018 a recuperar o percurso de 9 quilómetros.

A ligação até Barca d’Alva, pertencente ao Estado, através da Infraestruturas de Portugal (IP), esteve ao abandono desde 2004. Contudo, segundo artigo do Jornal de Notícias (JN), um pequeno grupo de apaixonados pelo comboio, The Brave Ones, fundado em 2007, começou há três anos a recuperar o percurso de nove quilómetros entre o Pocinho e o Côa.

“Há o cuidado de nós, enquanto sociedade civil, preservarmos um bem que é de todos. Já nos propusemos a oferecer os nossos veículos para qualquer manutenção pesada que queiram fazer. Com o trabalho que estamos a fazer, um veículo de manutenção da IP ficará habilitado a passar por aqui”, resumiu ao JN/Dinheiro Vivo José Costa, um dos fundadores do grupo.

Desde 2018, alguns dos trabalhos realizados foram realinhar carris, colocar travessas de madeira, cortar árvores, retirar pedras gigantes. O grupo recorre unicamente a meios próprios: escadote, luvas, caixa de ferramentas, barras de madeira nas laterais, berbequim, pá, parafusos e anilhas da linha soltos ou aproveitados de outros pontos do troço.

Os Brave Ones conseguem mover-se pelo troço através de um veículo caseiro com motor de moto-quatro sobre carris. De acordo com o JN, o veículo foi construído por José Costa e pesa 425 quilos e não tem marcha atrás.

Grupo de trabalho estuda reabertura até Barca d’Alva

Depois de o Parlamento se manifestar a favor da reabertura da linha do Douro entre Pocinho e Barca d’Alva, vai ser criado um grupo de trabalho, liderado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, para chegar ao melhor modelo de reabertura do troço. A equipa contará com o apoio do Ministério da Coesão Territorial e da IP.

“A ideia é definirmos que modelo queremos para retomar esse troço. O grupo de trabalho vai fazer a análise custo-benefício e vai tentar perceber, com os atores da região, o melhor modelo para essa retoma”, explicou a ministra Ana Abrunhosa, segundo o JN. As conclusões do estudo deste grupo serão conhecidas até ao final deste ano.

 

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