Foto de Agrupamento Escolas Fundão | Facebook

Na passada quarta-feira, dia 30 de setembro, o Deputado do Bloco, António Fiúza, apresentou na Assembleia Municipal do Fundão uma proposta de recomendação à Câmara Municipal para que disponibilizasse testes gratuitos a professores, assistentes operacionais e alunos.

O Bloco recorda que esta pandemia obrigou ao encerramento de todos os estabelecimentos escolares no dia 16 de março de 2020, com grave prejuízo para toda a comunidade escolar, em particular para as aprendizagens dos alunos. Referem também que existem muitos docentes em exercício de funções nas escolas da cidade do Fundão que pertencem a grupos de risco.

O Bloco do Fundão lembra que a população jovem tem ausência de sintomas o que faz com que as infeções possam passar despercebidas e que na população pediátrica a transmissão da doença tem “poucas conclusões definitivas”.

Referem ainda um estudo a nível mundial realizado pela Organização Internacional do Trabalho, em que “a COVID-19 deixou um em cada oito jovens (13%) sem qualquer acesso a aulas, ensino ou formação, números que também se encontram próximos da realidade portuguesa.”

Na proposta pode ler-se que  “a escola constitui-se como a espinha dorsal da nossa sociedade enquanto ferramenta fundamental para debelar desigualdades sociais, pelo que a não frequência de aulas tende a penalizar os mais vulneráveis”, e que “o regresso às escolas no ano letivo de 2020/21 assume particular importância a todos os níveis, e a reabertura das escolas é tida como essencial para o retorno de muitas famílias ao trabalho e como um fator de recuperação de aprendizagem fundamental para as crianças e jovens”.

Lembram ainda que a reabertura das escolas aumenta os contatos sociais e físicos, o que potencia a disseminação do vírus na comunidade, e que a identificação “precoce de casos positivos pré-sintomáticos é uma medida de prevenção que permite agir sobre eventuais cadeias de transmissão antes que elas se transformem em surtos, dentro e fora das escolas”.

Consideram que no “período do Inverno onde as constipações ou gripes podem ser confundidas com a COVID-19” e que por isso a testagem deve ser regular, de forma a separar “outras doenças da COVID-19 trará menos sobrecarga ao Serviço Nacional de Saúde e menos sobrecarga aos agregados familiares que assim não necessitam de períodos de quarentena com consequências económicas e financeiras associadas”.

O Bloco recomenda então, à Câmara, para que inste o Governo a organizar os meios e os recursos para a realização de testes gratuitos nas escolas, “remetendo para posterior testagem mais sensível, e também gratuita, os casos positivos resultantes do primeiro teste”, bem como, que assegure que existe “capacidade para disponibilizar gratuitamente a realização de teste rápido a professores, alunos e assistentes operacionais, a qualquer momento do ano letivo, e dissemine conteúdo formativo com conhecimento e boas práticas sobre a COVID-19 e o processo de testagem e isolamento” e que haja realização de “teste periódico por amostragem para monitorizar o estado epidemiológico das escolas.”

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