Foto por Autor Anónimo

Vítor Afonso, membro da direção da Associação Pessoas e Natureza do Barroso, participou no painel “Ambiente do Avesso”, para responder à questão “Qual o caminho e quais os obstáculos para construir o Barroso dos sonhos de quem vive na região?”

O convidado deste painel dos “Encontros do Avesso” começou por explicar que a Associação tem como área de ação os concelhos de Boticas e Montalegre e tem como objetivo agir na defesa do património natural e cultural da bioregião do Barroso, promovendo um desenvolvimento sustentável da região, que “procura satisfazer as necessidades das gerações atuais, sem pôr em causa as gerações futuras”.

Nas reflexões deste coletivo sobre o Barroso do amanhã, têm  nos seus sonhos para daqui a 15 a 20 anos “um Barroso revitalizado com uma economia sustentável, amiga do ambiente e das pessoas que aqui vivem, fomentando e estimulando as bases para um Barroso mais sustentável e mais resistente às perturbações globais que se avizinham”.

As suas ações enquadram-se em três eixos, o primeiro é “a preservação da Biodiversidade, dos habitats naturais e das paisagens” que, “segundo vários especialistas”, esta região é uma das que têm maior biodiversidade em Portugal, com “maior biodiversidade de espécies animais e vegetais, muitas delas em vias de extinção nacional”.

O segundo eixo é o da “preservação das águas”, que segundo Vítor Afonso são águas de “grande qualidade que necessitam de pouco ou nenhum tratamento para consumo humano”, o que “é uma raridade” e necessita ser preservada.

O terceiro eixo é o de “travar o despovoamento do Barroso”, onde acreditam que uma política baseada em “medidas ecológicas possa induzir a criação de muitos empregos”, nomeadamente na agricultura biológica, no desenvolvimento de energias renováveis, no isolamento ecológico das casas ou no ecoturismo, entre outras atividades.

Sobre as ameaças que preocupam esta organização, elencou a poluição das águas, poluição do ar, lixo e escombreiras selvagens, a ameaça da biodiversidade e das espécies protegidas, a agricultura intensiva, os incêndios, os projetos de minas, as alterações globais do clima e o modelo económico global insustentável e destruidor, bem como o desaparecimento dos conhecimentos ancestrais e tradições locais.

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