“Variações” e “A Herdade”, ambos com 7 Sophias, foram os grandes vencedores da 8.ª edição dos Prémios Sophia, entregues pela Academia Portuguesa de Cinema, que se realizou a 17 de setembro, no Casino Estoril.

“A Herdade”, de Tiago Guedes, um dos filmes portugueses mais aclamados pela crítica internacional, venceu o prémio principal de Melhor Filme e ainda os Sophias de Melhor Realizador (Tiago Guedes), Melhor Atriz (Sandra Faleiro), Melhor Argumento Original, Melhor Atriz Secundária (Ana Vilela da Costa), Melhor Fotografia, Melhor Montagem.

O produtor Paulo Branco subiu ao palco para receber o Sophia de Melhor Filme e, num discurso que apelava à união no setor do cinema e a criticar a falta de apoio à cultura, não só do cinema, recusou levar o prémio. Paulo Branco lançou o desafio de levar o prémio de Melhor Filme, por “A Herdade”, apenas em 2021, se alguma coisa mudar: “pensemos nisso e tentemos mudar algo. Eu não levo o prémio, levarei no próximo ano se alguma coisa mudar entre nós todos”.

“A Herdade” conta a saga de uma família portuguesa, proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do Rio Tejo, fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira do nosso país, entre os anos 40 e os dias de hoje.

“Variações”, de João Maia, que estava nomeado para 17 categorias, venceu 7 Sophias: Melhor Ator (Sérgio Praia), Melhor Ator Secundário, Melhor Som, Melhor Banda Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Maquilhagem e Cabelos e Melhor Guarda-Roupa. Vencedor do Sophia de Melhor Ator Secundário, o ator Filipe Duarte, que faleceu a 17 de abril de 2020, foi homenageado e lembrado nos vários discursos ao longo da cerimónia.

“Variações”, o filme português mais visto de 2019, aborda o processo de transformação de António Variações, artista excêntrico e popular, cuja carreira fulgurante foi interrompida pela sua morte prematura em 1984.

O prémio de Melhor Documentário foi para “Até que o Porno Nos Separe”, de Jorge Pelicano, o prémio de Melhor Efeitos Especiais / Caracterização foi para “Diamantino” e o prémio de Melhor Curta-Metragem de Animação foi para “Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias”, de Regina Pessoa.

“Vitalina Varela”, de Pedro Costa, que contava com 6 nomeações, não conseguiu arrecadar nenhum Sophia.

Melhor Filme
A Herdade

Melhor Realizador
Tiago Guedes, por A Herdade

Melhor Documentário
Até que o Porno Nos Separe, de Jorge Pelicano

Melhor Série/Telefilme
SUL, de Ivo M. Ferreira

Melhor Argumento Original
A Herdade, por Rui Cardoso Martins e Tiago Guedes

Melhor Argumento Adaptado
Tristeza e Alegria na Vida das Girafas, por Tiago Rodrigues e Tiago Guedes

Melhor Ator
Sérgio Praia, em Variações

Melhor Atriz
Sandra Faleiro, em A Herdade

Melhor Ator Secundário
Filipe Duarte, em Variações

Melhor Atriz Secundária
Ana Vilela da Costa, em A Herdade

Melhor Direcção de Fotografia
João Lança Morais, em A Herdade

Melhor Som
Branko Neskov, Nuno Bento e Tiago Raposinho, por Variações

Melhor Montagem
Roberto Perpignani, por A Herdade

Melhor Direcção Artística
Artur Pinheiro, por O Grande Circo Místico

Melhor Guarda-Roupa
Patrícia Dória, por Variações

Melhor Efeitos Especiais / Caracterização
Irmã Lúcia e João Rapaz, por Diamantino

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Magali Santana e Gena Ramos, por Variações

Melhor Banda Sonora Original
Armando Teixeira, por Variações

Melhor Canção Original
Quero dar nas Vistas, em Variações (letra de António Variações, interpretação de Sérgio Praia e música de Balla)

Melhor Curta-Metragem de Ficção
A Fábrica, de Diogo Barbosa

Melhor Curta-Metragem de Documentário
Raposa, de Leonor Noivo

Melhor Curta-Metragem de Animação
Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias, de Regina Pessoa

Prémio Sophia Estudante
Loop, de Ricardo M. Leite (Escola Superior de Media Artes e Design)

Prémio Sophia Carreira
Alfredo Tropa
António-Pedro Vasconcelos
Fernando Matos Silva

 

Artigo de Tiago Resende em Cinema 7 Arte

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