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Em comunicado, o Bloco de Viseu denuncia a situação desesperante, por efeito da pandemia, de quem perdeu acesso às formações do IEFP, que entretanto foram suspensas ou adaptadas a formato exclusivamente online.

Muitas pessoas desempregadas, nomeadamente de longa duração, tinha como única fonte de rendimentos as formações subsidiadas do IEFP, não recebendo qualquer outro tipo de prestações sociais.

O Bloco de Esquerda alerta para que a impossibilidade de acesso a estas formações, que entretanto foram suspensas ou adaptadas para formato digital, colocou estas pessoas numa situação de extrema vulnerabilidade. Na transição e adaptação à realidade pandémica, nenhum modelo misto (que combine “aulas presenciais com e-learning”) parece ter sido considerado. 

O grande  “problema desta transição integral para o regime do online”, alerta o Bloco, “é que requer da parte dos formandos e formandas a posse de um computador pessoal – que uma significativa parte não possui, nem, muitas vezes, tem rendimentos para comprar – e conhecimentos básicos de informática que essa mesma parte não tem – e que reflete justamente os mais económica e socialmente vulneráveis.”

Segundo o comunicado é urgente encontrar “outras soluções que possam devolver a dignidade destes formandos e formandas, a pandemia não pode ser pretexto para secundarizar a missão inclusiva das funções sociais do Estado e das instituições públicas”.

 

Mais sobre o assunto:

Carta aberta aos responsáveis pelos cursos de formação profissional do IEFP

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