Foto por Stop Uranio Plataforma del Campo Charro | Facebook

A ATMU – Associação Dos Ex-Trabalhadores Das Minas De Urânio convoca uma vigília para este sábado às 21H00 junto ao Monumento ao Mineiro na Urgeiriça (Nelas). O motivo do protesto é o atraso na recuperação ambiental das habitações das Minas da Urgeiriça.

Foi assinado em 2008 um protocolo entre o Governo e a então comissão de moradores no qual foram estabelecidos os métodos, âmbito e necessária celeridade das obras a levar a cabo nas casas construídas com material contaminante extraído das minas. Passados 12 anos e após um extenso debate em torno de todos os malefícios que estão associados a quem trabalhou na ENU (Empresa Nacional de Urânio) e a quem habita nas casas da Urgeiriça, as obras não só continuam por concluir, como a EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro) anunciou que pretende prolongar o prazo de conclusão para 2021.

Como se pode ler em comunicado da ATMU, é motivo de grande apreensão “a situação de atraso em que se encontra a recuperação ambiental das habitações, em que a EDM não cumpriu nenhum dos prazos estabelecidos, pretendendo aliás prolongar o prazo previsto de fins de 2019, para 2021”, mas também “a ausência de resposta por parte do Senhor Secretário de Estado da Energia, à exposição que lhe apresentámos, no seguimento de um pedido de audiência.”

A ATMU esteve no passado dia 3 de junho à Assembleia da República, onde reuniu com os grupos parlamentares do PS, BE, PCP, PSD e Verdes, onde levantou um conjunto de questões que “muito preocupam a família mineira”, apelando “à intervenção da Assembleia da República junto do Governo, no sentido da sua resolução.”

Entretanto, os atrasos já motivaram uma pergunta ao Governo pelo Bloco de Esquerda e a entrega de uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pela ATMU.

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