Nasceu e cresceu em Viseu, no seio de uma família com fortes raízes na cidade. Vive em Lisboa desde 2007 e desenvolve o seu trabalho como empresário em nome individual. É dirigente associativo desde muito novo, estando ligado à política, ao desporto e à economia.
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Invertem-se os tempos, extinguem-se as vontades – Parte IV
"Claro está, um povo como o cristão europeu medieval que conseguia manter uma postura firme de frieza e crueldade com o seu povo servente, mas todos os domingos escutava a palavra de Cristo sobre todos sermos irmãos e que só os pobres entravam no reino de Deus, simboliza uma contradição entre a devoção religiosa e a real prática moral. Um povo tão contraditório nunca poderia aceitar estrangeiros como os judeus, ou os negros ou os índios, são todos inferiores perante os magníficos povos europeus descendentes de bárbaros, como diriam os romanos. O canibalismo moral, que tanto os conservadores como os liberais praticam, destrói a imagem da virtude ética que eles próprios ambicionam (como desejar uma sociedade virtuosa em nome de Deus, diabolizando em simultâneo o SNS, um exemplo de canibalismo moral)."
