Existem três subespécies desta Lagartixa da Montanha – Lacerta monticola, sendo que a subespécie Lacerta monticola monticola é exclusiva da nossa Serra da Estrela.
O corpo desta lagartixa pode atingir os 15 cm de comprimento e a sua cauda costuma atingir normalmente mais do dobro do resto do corpo. Alimenta-se de insetos e outros artrópodes, apresentando a sua dieta variações sazonais.
Distribui-se em zonas típicas de montanha, com substrato rochoso, associadas a matos de urze, giesta e zimbro, normalmente em áreas acima dos 1400 m até ao topo do Planalto Central da nossa serra. A elevada concentração desta espécie neste tipo de habitat muito específico (e de área reduzida) e o facto de ser uma espécie única e não ter fluxos migratórios como por exemplo as suas congéneres espanholas, torna-a particularmente vulnerável a qualquer intervenção humana que ponha em causa o seu habitat.
A crescente utilização das áreas de montanha para atividades de recreio e lazer sem qualquer regra ou limitação, constitui uma séria ameaça para esta espécie pois alteram o seu habitat. Para além disso, as queimadas para obtenção de pasto e os incêndios ocorridos nos últimos anos também constituem uma série ameaça a esta espécie única da nossa fauna.
Vamos proteger o que é nosso?
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O Movimento Estrela Viva é um grupo informal de cidadãos com ligações à Serra da Estrela e regiões limítrofes que surgiu após os incêndios de outubro de 2017, e que se afirma laico, apartidário e sem fins lucrativos. Tem a missão de proteger e valorizar o território através de ações de preservação da natureza e de desenvolvimento do meio rural (promoção de produtos endógenos, valorização das comunidades, preservação de valores e tradições), sustentadas em modelos colaborativos e de cooperação com parceiros locais, na capacitação dos cidadãos e segundo uma lógica de desenvolvimento sustentável.
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