O azevinho (Ilex aquifolium), também chamado azevim, azevinheiro, pau-azevim e sombra-de-azevim, é um arbusto de folha persistente que raramente atinge alturas superiores a 10m.
A espécie é dióica, o que significa que os sexos estão separados em pés distintos. O fruto – uma baga vermelha – amadurece em outubro e pode permanecer na árvore (só ocorre nas árvores femininas) um longo período após a maturação.
Surge de forma espontânea em Portugal continental, encontrando-se em bosques sombrios de carvalhais e matagais, em regiões montanhosas até aos 1500m com pluviosidade alta ou média.
A ligação do azevinho a certas celebrações religiosas – principalmente o Natal – é na verdade um costume pagão muito antigo.
Existem referências que ligam o azevinho às festas saturninas na Roma antiga. Entre os romanos, o azevinho era trocado como presente e símbolo de paz e felicidade.
O azevinho liga-se também à história Cristã como a planta que permitiu esconder Jesus dos guardas de Herodes. Reza a lenda que Maria, ao ver que os soldados estavam perto, se aproximou de um azevinho (na altura ainda uma árvore de folha caduca) e lhe pediu que os escondesse. Milagrosamente, as folhas do azevinho cresceram e esconderam a família. Muito reconhecida, Maria abençoou a planta, concedendo-lhe o dom de se conservar para sempre verde.
O azevinho tornou-se assim símbolo do Natal!
Esta associação do azevinho com as celebrações natalícias, levou à quase extinção desta espécie e à promulgação, em 1989, de uma lei que o declara como espécie protegida. Apesar disso, o azevinho ainda se continua a apanhar ilegalmente na natureza.
A compra de plantas envasadas é uma boa forma de contribuir para a sua conservação.
Este Natal vamos todos oferecer um azevinho a quem mais gostamos!
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