Foto por Movimento Estrela Viva | Facebook

A dedaleira (Digitalis purpurea) é uma das plantas mais comuns do nosso país: habituámo-nos a vê-la na berma das estradas, dos caminhos, dos trilhos da nossa Serra da Estrela, a alegrar o nosso percurso com os seus cachos de flores violeta. Flores com uma característica forma de dedal que lhe dão o nome (do latim, “digitus”) e que divertem crianças que lhes enfiam o dedo ou as rebentam na palma da mão. Cedo nos ensinaram a não o fazer – “Cuidado, essa planta é venenosa!” – e com razão, pois a dedaleira é efectivamente tóxica (fatal, até!) se ingerida em doses substanciais. Curiosamente, esta humilde planta campestre é também a fonte de um conjunto de substâncias – os chamados digitálicos cardiotónicos, como a digoxina e a digitalina – que a Ciência demonstrou aumentarem a força com que bate o coração. Por essa razão, estes constituintes da dedaleira são ainda hoje amplamente usados pela indústria farmacêutica no fabrico de medicamentos de prescrição médica para tratar a insuficiência cardíaca.

Dedaleira

Publicado por Movimento Estrela Viva a 28 de maio de 2020.

 

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