fenda

peguei no medo e escrevi: amanhã

peguei no medo
e escrevi:
amanhã

com a mesma mão
esquerda
firme

com que ontem
risquei
liberdade

quando
a história se dissolve
e o futuro é mercúrio

agarro na dúvida
e dou certeza

agarro no ódio
e dou braços

agarro na revolta
e procuro mãos

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

Ativista. Formada em Antropologia. Deputada na Assembleia Municipal de Viseu pelo Bloco de Esquerda.

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"Os corpos visíveis tocam trompetes Abrindo os painéis do Paraíso."
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