fenda

peguei no medo e escrevi: amanhã

peguei no medo
e escrevi:
amanhã

com a mesma mão
esquerda
firme

com que ontem
risquei
liberdade

quando
a história se dissolve
e o futuro é mercúrio

agarro na dúvida
e dou certeza

agarro no ódio
e dou braços

agarro na revolta
e procuro mãos

Outros artigos deste autor >

O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

Ativista. Formada em Antropologia. Deputada na Assembleia Municipal de Viseu pelo Bloco de Esquerda.

Related Posts
Ler Mais

Auto-estrada XVIII

XVIII Era segunda-feira e Tiago regressa ao trabalho, com a face feita numa máscara de esforço, na fronte…
Ler Mais

Venturaidade

Esforçou-se, penteou-se e perfumou-se Ardia em chamas de ódio embebido em fel. O pódio das luzes das televisões…
Ler Mais

Caríssimo “Normal”

Caríssimo “Normal”, Quando se está vivo, espera-se no mínimo que se viva. Jean-Paul Sartre escreveu que o Homem…
Skip to content