Foto por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

O Dia Mundial da Abelha é assinalado esta quinta-feira, 20 de maio, com o tema “Bee engaged – Build Back Better for Bees”. Este dia foi criado para lembrarmos que as abelhas e os polinizadores são essenciais e que nós os devemos conservar e proteger, bem como para aumentar a consciencialização sobre a sua importância e as ameaças que enfrentam. O equilíbrio dos ecossistemas, a biodiversidade e a nossa alimentação dependem destes pequenos seres vivos. Adicionalmente, pretende-se promover a implementação de medidas efetivas que contribuam para a sua proteção e conservação.

O Dia Mundial da Abelha, 20 de maio, foi instituído em dezembro de 2017 pela Organização das Nações Unidas (ONU), por proposta da Eslovénia, e comemorado pela primeira vez em 2018. Porquê 20 de maio? Foi o dia em que, no ano de 1734, nasceu o pioneiro da apicultura moderna, o esloveno Anton Janša.

As abelhas e as demais espécies de fauna polinizadoras são fundamentais para assegurar o equilíbrio dos ecossistemas e para fomentar a biodiversidade. O declínio da população de polinizadores afeta várias espécies de plantas, que podem até desaparecer, por dependerem destes animais para o seu ciclo de vida, direta ou indiretamente.

Estima-se que 78% das espécies de plantas selvagens e 84% das espécies usadas na agricultura na União Europeia (UE) dependem, pelo menos parcialmente, de insetos para a produção de sementes. A polinização feita pelos insetos ou outros animais também garante uma melhor qualidade de frutos, vegetais e sementes. A redução do número ou da diversidade das populações de polinizadores tem um grande impacto na segurança alimentar, ao diminuir drasticamente a produtividade das plantações.

O desaparecimento dos polinizadores pode significar a perda de alguns dos alimentos nutritivos de que precisamos para uma dieta saudável e o declínio dos polinizadores poderá ter efeitos desastrosos para o futuro da alimentação. A sua extinção colocaria em risco três quartos das produções agrícolas mundiais que dependem pelo menos em parte da polinização para proliferarem, incluindo maçã, abacate, pêra e abóbora, por exemplo.

Aumentar o número de polinizadores e o processo de polinização não se trata apenas de mitigar desastres ambientais: com uma gestão melhorada, a polinização tem o potencial de aumentar os rendimentos agrícolas e a qualidade dos alimentos produzidos que consumimos. Os polinizadores também desempenham um papel crucial na manutenção e melhoria da biodiversidade, ao aumentar a resiliência das plantas às alterações climáticas e outras ameaças ambientais.

Agora, mais do que nunca, é hora de repensar como nos relacionamos com a natureza e com os polinizadores e quais ações podemos implementar para conservar e proteger esses minúsculos seres vivos e os meios de subsistência que estes, por sua vez, asseguram para outros animais, incluindo o ser humano.

Na UE, há uma rede, a “Save Bee and Farmers”, que está a trabalhar para conservar e proteger as abelhas e assegurar a manutenção de uma agricultura produtiva e com qualidade. Esta rede conta atualmente com a participação de mais de 140 ONG de ambiente, organizações de agricultores e apicultores, fundações e instituições científicas europeias, que trabalham em conjunto para reconciliar a agricultura, a saúde e a biodiversidade.Também pode fazer parte desta iniciativa cidadã. Saiba como em www.savebeesandfarmers.eu.

Vamos salvar as abelhas, a agricultura (e a nossa alimentação) e os agricultores!

Publicado por Palombar a 20 de maio de 2021

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