Perante o lume espesso deixo os pés aquecerem sem excesso 

No calor das chamas da madeira com história inteira até ao aqui e agora.

Foram árvore, albergue para ninhos de passarinhos, sombra fresca nos verões 

escaldantes, testemunhas silenciosas de arrebatadoras paixões.

Oh frondoso ser vivo enraizado na terra sempre a crescer em direção à luz solar

Para oxigenar o ar planetário sem pedir nada em troca.

Oh elemento essencial para quebrar a monotonia na linha do horizonte

Num dia cinzento passado no monte com aragem fresquinha a passear pelo corpo.

Sem pensamento lógico abraço-a, beijo-lhe o tronco robusto 

Tal qual beijaria o rosto de Calisto num qualquer museu europeu.

Dadora de vida, protetora dos amantes, inspiração para poetas

Imaculada és, sedutora continuas e paixão eterna acarretas.

Amo-te-nos, árvore!

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Paulo Fernandes nasceu em Abraveses, Concelho de Viseu em 1969, Bacharel no Curso de Professores do Ensino Primário, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, concluindo a Licenciatura para o 1.º Ciclo do Ensino Básico no polo de Lamego da Escola Superior de Educação de Viseu. Especializou a sua formação para Educação e Desenvolvimento em Meio Rural no Instituto de Comunidades Educativas em Setúbal.
Desenvolveu a sua atividade profissional em vários locais, incluindo São Pedro do Sul, Campia (Vouzela) e Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul).
Vive nas montanhas mágicas do concelho de São Pedro do Sul, na aldeia do Candal.

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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