Abri a porta de casa, tinha uma folha caída na eira

Fechei a porta e montei na minha pasteleira.

Desci a Rua da Bica, comprei um rebuçado na tasca do Virgilinho sem pedir vinho

Cresci na Órbita d’um adivinho com pedal

Mas estanquei no dia do primeiro funeral.

Voltei ao essencial e continuei a pedalar na bicicleta

No Rossio da aldeia fleti à esquerda para a rua do alfaiate até ao pátio da avó.

Não morava lá já, tinha ido em cerimoniais negros e sem arte

Só os pedais pediram eternos memoriais até ao cemitério

Nesse mistério da morte começou a minha sorte.

Quando fechei a porta de casa a folha continuava lá!

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Paulo Fernandes nasceu em Abraveses, Concelho de Viseu em 1969, Bacharel no Curso de Professores do Ensino Primário, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, concluindo a Licenciatura para o 1.º Ciclo do Ensino Básico no polo de Lamego da Escola Superior de Educação de Viseu. Especializou a sua formação para Educação e Desenvolvimento em Meio Rural no Instituto de Comunidades Educativas em Setúbal.
Desenvolveu a sua atividade profissional em vários locais, incluindo São Pedro do Sul, Campia (Vouzela) e Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul).
Vive nas montanhas mágicas do concelho de São Pedro do Sul, na aldeia do Candal.

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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