A tua liberdade só dá obrigatoriedade ao outro

Que por amor e amizade transporta uma dor

De estar sempre com ela.

 

Através da janela da casa da aldeia

Ficou sem eira nem beira

Mas sobre as brasas cresceram asas.

 

Dentro dum fogareiro proibido mas conhecido

A vida da verdade e da mentira

Abre as comportas da barragem.

 

Na miragem do Sol nascente

Cria-se a Vida num só dia

Para deitar fora a tormenta.

 

Desamarra as amarras da noite

Aparece na tua existência com essência

E viaja pelo céu estrelado.

 

Quando está ao teu lado

Toca o infinito do Universo

E conhece o inverso daquilo que pensas que és.

 

Caminha pela Terra com inocência

Coisa mais linda não há na decência de sermos inocentes

No meio dos indecentes que mandam no mundo da indecência.

 

Alegra-te sabendo que irão ao fundo

E tu irás para as estrelas incandescentes sem vergonha nem tristeza

Já que a beleza brilha nas janelas das aldeias ascendentes.

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Paulo Fernandes nasceu em Abraveses, Concelho de Viseu em 1969, Bacharel no Curso de Professores do Ensino Primário, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, concluindo a Licenciatura para o 1.º Ciclo do Ensino Básico no polo de Lamego da Escola Superior de Educação de Viseu. Especializou a sua formação para Educação e Desenvolvimento em Meio Rural no Instituto de Comunidades Educativas em Setúbal.
Desenvolveu a sua atividade profissional em vários locais, incluindo São Pedro do Sul, Campia (Vouzela) e Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul).
Vive nas montanhas mágicas do concelho de São Pedro do Sul, na aldeia do Candal.

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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