Metade

“Os corpos visíveis tocam trompetes Abrindo os painéis do Paraíso.”
Corpos nus

Minha metade feminina toca teu monte de Vénus.

Sigo viagem com dedos pelas quentes virilhas

Até às infinitas maravilhas.

Teus hinos de prazer ecoam no meu corpo nu.

O silêncio das mantas fazem abrir

Um jardim colorido e húmido.

Sussurro onomatopeias prazerosas

Audíveis pelas dezasseis paredes.

Os corpos visíveis tocam trompetes

Abrindo os painéis do Paraíso.

Embrulhados em toques ardentes

Esquecemos o Juízo dos crentes

Num género só!…

 

Outros artigos deste autor >

Paulo Fernandes nasceu em Abraveses, Concelho de Viseu em 1969, Bacharel no Curso de Professores do Ensino Primário, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, concluindo a Licenciatura para o 1.º Ciclo do Ensino Básico no polo de Lamego da Escola Superior de Educação de Viseu. Especializou a sua formação para Educação e Desenvolvimento em Meio Rural no Instituto de Comunidades Educativas em Setúbal.
Desenvolveu a sua atividade profissional em vários locais, incluindo São Pedro do Sul, Campia (Vouzela) e Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul).
Vive nas montanhas mágicas do concelho de São Pedro do Sul, na aldeia do Candal.

O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Ampulheta
Ler Mais

Tempo

O criador da matéria a eterna definição de estados Vivo na sua metamorfose desvaneço num dos seus momentos…
Ler Mais

Fingir a ser

Tento manter a cabeça esticada para cima, à superfície para não me afogar. Finjo para mim próprio ser…
Ler Mais

Poema Estranho

É estranho não poder abraçar. O que não quer dizer que vá abraçar. Mas é uma escolha minha…
Skip to content